Periodicidade: Diária

12/3/2022

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UM ARCO DE MEMÓRIAS

Atualizado: 5 de abr.


Rio Maior surpreende

Com a ajuda de 5 dos melhores atores e atrizes que o concelho tem para oferecer e com criatividade irreverente do encenador Rui Germano, riomaiorenses de todas as andanças de vida voluntariaram-se, corajosamente, para dinamizar a peça “Arco da Memória”.

“Arco da Memória” é o primeiro espetáculo desenvolvido no âmbito do programa “Somos Todos Um Rio”, um projeto de teatro e comunidade alargado a todo o Município de Rio Maior, numa parceria entre o Município de Rio Maior, as juntas de freguesia e o Beleza Teatro. Este espetáculo, para além da Junta de Rio Maior, conta com o apoio do Coletivo RG - Projeto Teatro Comunitário e foi desenvolvido em, e com a população do Arco da Memória, o lugar escolhido pela junta da freguesia de Rio Maior para arranque deste projeto”. Esta é a descrição oficial deste projeto. Um projeto que visa unir as nossas amadas freguesias e contar as suas crónicas. E na minha opinião, conseguiram fazer isso e muito mais.

A peça em específico foca-se, como o nome indica, nas histórias de vida da aldeia do Arco da Memória. E a narração destes contos remete-nos sempre para o mesmo ponto: a importância cabal das nossas memórias.

A atuação belíssima dos participantes romantiza os tempos antigos, enchendo os mais velhos de nostalgia e desflorando o interesse dos mais novos.

Este espetáculo é o cúmulo das homenagens. Um tributo à aldeia em questão, louvando as histórias da velha guarda portuguesa.


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Para o olhar atento, a peça exprime um desejo simples: não esquecer do passado, mantendo as boas memórias vivas e aprendendo com as piores. E assistir ao espetáculo levou-me a refletir no seguinte: o ato de esquecer ou ignorar as piores recordações, faz com que as piores histórias se repitam… e desta vez, existe um botão na secretária de cada líder, que pode impedir-nos de criar memórias novas.

Mas voltando a boas recordações: no dia 5, lágrimas correram-me pelos olhos ao vivenciar o que estes artistas contam, através das suas palavras e através dos seus corpos. E onde muitos viam uma pessoa a erguer-se, Rui Germano viu uma árvore a crescer. É este tipo de ideias criativamente simples, que vão apaixonar todos vós, no próximo sábado, dia 12.

Não querendo estragar mais as surpresas, apenas deixo-vos com uma frase bonita, que não só descreve como me senti, como também mostra que eu sei escrever muito bem poesia da quarta classe: O Rio que é esta peça, desagua num mar de experiências.

Crónica de André Belo


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