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TORRES NOVAS APRESENTOU CANDIDATURA ÀS 7 MARAVILHAS DA CULTURA POPULAR



O Município de Torres Novas apresentou candidatura às 7 Maravilhas da Cultura Popular em duas categorias do concurso: «Lendas e Mitos» e «Festas e Feiras». Esta edição pretende homenagear a manutenção e afirmação inequívoca da autenticidade cultural, com manifestações em múltiplas categorias culturais, inerentes à importância da cultura popular portuguesa.

Na categoria «Lendas e Mitos» o tema escolhido foi «A Lenda de Gil Paes»: segundo a lenda, à época da invasão castelhana, em 1372, as pretensões de D. Fernando ao trono de Castela valiam a Portugal nova invasão dos exércitos castelhanos, agora comandados por D. Henrique II. Os castelhanos saquearam Torres Novas e aproximaram-se rapidamente do castelo, mas o alcaide-mor do reino, Gil Paes, assegurou a segurança deste e protegeu-o dos intrusos, recusando entregar o castelo aos invasores, ficando cercado. Um dos seus filhos foi aprisionado durante a tomada da vila pelos castelhanos, tendo estes exigido a entrega do castelo em troca do filho do alcaide, ameaçando que o enforcariam e destruiriam o forte. O alcaide foi confrontado com um dilema: ou deixar o exército castelhano tomar o castelo ou perder o seu filho. Diante a recusa do alcaide em entregar o castelo, e irritados pela sua desfaçatez, enforcaram à sua frente o jovem filho de Gil Paes, que contava apenas dezoito anos. Feita a destruição das muralhas da vila e vingado o castelhano com a morte do jovem, partiu o invasor ao encontro do rei português, sem que Torres Novas se rendesse. Em memória da lenda mais conhecida e que marca Torres Novas, foi colocado um painel de azulejos onde é representado o cerco ao castelo, da autoria do artista Jorge Colaço.

No que diz respeito à categoria «Festas e Feiras» o tema escolhido foi a Feira Nacional dos Frutos Secos (FNFS). Realizada pela primeira vez em 1986, no Almonda Parque, a iniciativa da Feira Nacional dos Frutos Secos coube a um conjunto de amigos que mantinham um grupo gastronómico informal. A cooperativa do figo tinha deixado de funcionar e não havia, pelo menos na região, grandes superfícies comerciais. Os produtores locais, que eram em grande número, precisavam de um local para melhor escoar os seus produtos. A feira era, assim, o momento alto da comercialização dos frutos secos, com grande fama na região, e contribuía para a economia agrícola das populações do concelho. Atualmente a feira tem entradas gratuitas e inclui produtores locais e nacionais, alguns de outros países como Espanha e outros do norte de África, empresas da região, artesanato, e espetáculos de natureza variada, chegando a merecer a transmissão em direto para a televisão, tendo como objetivos dinamizar e dignificar o setor dos frutos secos e passados, criar momentos etnográficos representativos da cultura rural local, afirmar o Figo Preto de Torres Novas enquanto produto diferenciador e de identidade local, preservar os saberes e sabores associados aos frutos secos, com principal destaque para a tradição, cultura e património torrejanos e afirmar Torres Novas enquanto palco de eventos nacionais de destaque e de qualidade.

As candidaturas às 7 Maravilhas da Cultura Popular aconteceram entre 7 de novembro de 2019 e 1 de março de 2020, sendo que na segunda fase, a decorrer entre os meses de março e abril, será feita a seleção de 21 patrimónios candidatos por Distrito ou Região Autónoma.

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Periodicidade: Diária

9/19/2020

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