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Periodicidade: Diária

1/27/2023

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TOMAR: TRILHOS DO NABÃO: O NOVO PERCURSO PEDESTRE PARA VER O RIO DA MATRENA ATÉ À FOZ


Foram ontem inaugurados, na freguesia de Asseiceira, os Trilhos do Nabão, o mais recente percurso pedestre homologado do concelho de Tomar. Trata-se de um percurso circular, de 10,8 km, grau de dificuldade médio, com início e fim junto ao Pavilhão Multiusos da Associação Cultural e Recreativa de Linhaceira (ACRL), e que em grande parte acompanha a margem direita do último troço do rio Nabão.

É o mais recente percurso pedestre no sul do concelho de Tomar, o último troço do Nabão (da Matrena até à Foz), já pode ser fruído num itinerário que realça as maravilhas da natureza, mas também as marcas da importância do rio e dos seus afluentes para a vida das populações locais, nomeadamente os cinco moinhos cuja estrutura pode ser vista ao longo do circuito.

O promotor do percurso é a ACRL, com o apoio institucional da Junta de Freguesia de Asseiceira e do Município de Tomar. A produção para efeitos de homologação pelas entidades competentes coube à empresa 7 Domains, sendo o investimento cofinanciado pelo PDR2020. As empresas P&S, Construções Líder Americano e Churrasqueira Novos Sabores contribuíram igualmente para apoiar esta iniciativa, cuja grande força motriz, porém, adveio do grupo de sócios da coletividade que, ao longo dos anos mais recentes, foram literalmente desbravando caminhos pré-existentes mas cuja fruição tinha caído no desuso.

O percurso inicia-se no parque natural envolvente das instalações da ACRL, avançando, apenas com um pequeno troço na berma da estrada nacional, até à encosta fronteira à Ponte da Matrena, um dos pontos de interesse histórico do passeio, com uma vista fascinante sobre a antiga Fábrica de Papel e o seu açude, um dos mais espetaculares de todo o Nabão.

Começa então o trajeto paralelo ao rio, que se desvia um pouco para o interior na zona do Cabeço do Frouco por força da geologia do terreno. O desvio, porém, permite a passagem por locais de grande beleza natural, mais realçados ainda nestes dias em que a água transborda de todos os córregos e ribeiros. Volta a encontrar-se com o rio na zona do Moinho do Varunca, local de excelentes nateiros, da antiga “Praia dos Tesos” e que é aquele que apresenta melhores condições para ter sido o Porto de Linhaceira, referência mais antiga que se conhece ao topónimo, datada de 1530.

Daí voltamos a afastar-nos do rio, para umas centenas de metros pelas margens do Ribeiro do Grão, um dos últimos e exuberantes afluentes do Nabão, que alimentava outrora o Moinho do Morgado. Deste resta ainda boa parte da estrutura do edifício, tal como a do mais simples Moinho dos Reis, um pouco a montante.



Os edifícios dos moinhos, aliás, todos eles alimentados hidraulicamente, são outro dos grandes atrativos deste percurso, num total de cinco que, além dos já referidos, inclui ainda o Moinho da Matrena (na parte inicial do trajeto ribeirinho) e o Moinho Velho, antes da última curva do rio, no troço mais longo pela margem que se inicia ao deixar o Ribeiro do Grão.

Daí para a frente, o rio é companhia permanente, mas a atenção (tal como desde o início) deve centrar-se também na flora e na fauna, a primeira com atenção aos pormenores e ao reconhecimento de plantas que muitas vezes nos passam despercebidas, a segunda com a paciência necessária para deixar que os animais se deixem observar. Exuberantes nesta época, e mais ainda com a humidade que tem havido, são exemplares de cogumelos dos mais variados feitios.

Um pouco antes da foz, o caminho desvia e começa a subir até um patamar onde se encontra um dos mais belos miradouros do percurso, com uma vista inolvidável sobre o local onde as águas do Nabão e as do Zêzere se encontram. A partir daí, afastamo-nos dos cursos de água e voltamos à zona habitada, passando por um dos flancos da Foz do Rio em direção aos Pastorinhos, onde se destaca a capela e a belíssima vista que se alcança da sua envolvente.

Volta-se a penetrar no espaço florestal, atalhando por entre o verde para a Linhaceira, onde se chega pelo meio de quintais. A parte final do percurso é já em espaço urbano, regressando ao topo poente da aldeia, onde a cultura, o desporto e a educação se juntam, com a marca do Pavilhão Multiusos, do Campo de Futebol e do Centro Escolar.




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