Periodicidade: Diária

5/28/2022

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TEATRO TABORDA RECEBEU ESTREIA DO DOCUMENTÁRIO “PLANO B” E CONVERSA COM CORONEL CORREIA BERNARDO


O CCS - Círculo Cultural Scalabitano – Teatro Taborda recebeu ontem, dia 20 de abril, a estreia do Documentário “Plano B”, seguido de Conversa com o Coronel Joaquim Correia Bernardo, Capitão responsável pelo plano de operações do “Plano B”, juntamente com Nuno Domingos, Vereador da Cultura da Câmara de Santarém e de Maria de Lurdes Lopes, Jornalista da Agência Lusa. O Documentário trata “O Plano B”, produzido pela Comemorações Populares do 25 de Abril – Associação Cultural e realizado pela produtora Tremoço. Esta iniciativa, integrada no programa das comemorações do 25 de Abril, contou com a participação de Ricardo Gonçalves, Presidente da Câmara de Santarém.

No âmbito desta iniciativa, que também contou com a presença de Nuno Russo, Vereador da Câmara de Santarém, Eliseu Raimundo, Presidente do CCS, João Luiz Madeira Lopes, Presidente da Comemorações Populares do 25 de Abril - Associação Cultural, Correia Bernardo lembrou que “a Democracia abriu a porta da Liberdade”.

No final do Documentário, o público teve oportunidade de ouvir de viva voz, alguns testemunhos e memórias dos que conviveram, de perto, com o Coronel Correia Bernardo e com o Capitão Salgueiro Maia, tais como: João Luiz Madeira Lopes, Raúl Melo Santos ou Zeferino Silva.


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O Documentário retrata o dia em que, «“Naquele dia de novembro de 1973, a pretexto de ir provar o vinho, um grupo de oficiais juntou-se em Aveiras, na adega do então capitão Capão, para acertar a operação.

Era um segredo muito bem divulgado. Todos sabiam que iria acontecer aquela prova de vinho novo. Todos, exceto os envolvidos. Ignoravam a verdadeira motivação do encontro. Ali viria a ficar tudo decidido. Quem faz o quê, com que meios, como”.

Na conversa com Berta Pereira, Correia Bernardo explica que “Voltar àquele local, após tantos anos, foi um desfiar de memórias e de emoções do Coronel Correia Bernardo. Com olhar brilhante e voz embargada, foi descrevendo: Eu estava aqui, com o Maia! Ali estava o Vasco Lourenço! Daquele lado os paraquedistas!… e o Vasco a certa altura avançou: - Vocês de Santarém é que vão avançar! – Nós, mas nem temos munições!... (é verdade, o paiol tinha explodido uns anos antes e…). depois de um breve silencio, Santarém respondeu - Está bem. Deem-nos algum tempo para preparação e nós avançamos.

Depois foi o regresso a Santarém e nem o Maia, nem o Bernardo, disseram palavra. O peso da responsabilidade e do desafio sobre os jovens ombros.

Era um caminho sem retorno. E se as coisas não corressem bem em Lisboa? O que fazer a seguir? Havia que acautelar essa possibilidade. Assegurar o regresso da coluna e…

No silêncio apenas cortado pelo barulho suave do motor do automóvel, aquelas duas cabeças, pesavam possibilidades, mediam riscos, acautelavam meios. Começara o planeamento da operação…”».


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