Periodicidade: Diária

5/28/2022

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SITEU DENUNCIA DESPEDIMENTO DE 15 ENFERMEIROS DO CENTRO HOSPITALAR DO OESTE


O SITEU (Sindicato de Todos os Enfermeiros Unidos) acusa o Centro Hospitalar do Oeste, que junta as unidades hospitalares de Caldas da Rainha, Peniche e Torres Vedras, de dispensar 15 enfermeiros para não alargar o número de trabalhadores do quadro.

“Os 15 enfermeiros cessam funções no Centro Hospitalar do Oeste a 30 de abril, o que vai agravar a já reduzida equipa de enfermagem das três unidades, que têm todas défice de trabalhadores em várias áreas, incluindo de enfermeiros”, realça o SITEU.

Gorete Pimentel, presidente da direção do SITEU, revela que “os serviços de urgência de Torres Vedras e das Caldas da Rainha, do Centro Hospitalar do Oeste, são conhecidos pela situação caótica em que operam devido à grande falta de trabalhadores em todas as áreas de atendimento ao doente. Estes despedimentos podem estar a encobrir uma situação fraudulenta de recontratar daqui a uns dias, de forma a que os 15 enfermeiros não transitem para um contrato por tempo indeterminado”.

A dirigente do SITEU acusa “o Centro Hospitalar do Oeste de recorrer frequentemente a empresas de prestação de serviços para contratação de médicos com o pagamento de valores astronómicos de 90 euros por hora, mas não consegue justificar os sete euros por hora que os enfermeiros ganham, preferindo despedir e deixar os utentes sem assistência de enfermagem e entregues ao abandono. Enquanto os enfermeiros que ficam aguentarem, serão sobrecarregados mensalmente com várias dezenas de turnos extra, aumentando a exaustão e a desmotivação por não conseguirem realizar uma assistência com qualidade”.


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Gorete Pimentel considera que “administração está a despedir enfermeiros, por não ter autorização do Ministério da Saúde para alargar o quadro de pessoal. Durante os meses que estes 15 enfermeiros estiveram a trabalhar, o Centro Hospitalar do Oeste não conseguiu suprimir as lacunas de pessoal de enfermagem. Os 15 enfermeiros que vão ser despedidos estavam a contrato no âmbito do Plano de Contingência Saúde Sazonal (PCSS). É preciso voltar atrás nesta decisão porque, para além do défice crónico de enfermeiros em situações sociais normais, ainda não nos livrámos da pandemia e temos os surtos atuais da gripe A que agravam a situação pandémica”.

“Há meses que os enfermeiros denunciam esta situação, com manifestos e manifestações, sem que o conselho de administração do Centro Hospitalar do Oeste ou o Ministério da Saúde tenham tomado qualquer iniciativa para resolver os problemas crónicos de falta de pessoal destas unidades”, diz a terminar a dirigente do SITEU.


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