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SANTARÉM: FOTÓGRAFO AUGUSTO BRÁZIO APESENTA EXPOSIÇÃO “FECHADOS” NO PALÁCIO LANDAL


O Município de Santarém, através do projeto municipal Santarém Cultura, inaugurou, hoje, dia 29 de setembro a exposição de fotografia “Fechados” de Augusto Brázio, no Palácio Landal. A inauguração esteve a cargo de Inês Barroso, vereadora da Cultura, e contou com a presença do Diretor de Departamento e do chefe de Divisão da Cultura, Carlos Coutinho e Marco Loja, respetivamente.

Inês Barroso agradeceu e elogiou o trabalho de Augusto Brázio que durante o estado de emergência saiu de sua casa e percorreu quilómetros para retratar como as nossas fronteiras foram fechadas e que agora partilha a sua experiência com Santarém.

Conforme relatou Sérgio Gomes “Logo depois do anúncio do estado de emergência, a 13 de março, Augusto Brázio começou a retratar as (poucas) pessoas com quem se cruzava na rua durante as suas saídas de casa para a manutenção das rotinas essenciais. Pouco depois, foi alargando esse círculo à medida da sua curiosidade. Quando olhamos agora para estes retratos, parecem-nos figuras saídas de um filme de ficção científica ou personagens das grandes produções-catástrofe que nos enchem os ecrãs, tal é o nosso prazer em ver ao longe cenários que, gostamos de pensar, nunca poderão acontecer no nosso tempo de vida, no nosso país, no nosso bairro, com a nossa família.

Depois de uma primeira aproximação mais rápida e intuitiva, traduzida em imagens de efeito mais imediato, a atenção de Augusto Brázio voltou-se para outro tipo de fechamento, agora sem rostos, mas carregado de simbolismo – o fecho das fronteiras terrestres entre Portugal e Espanha, decretado a 16 de março.


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Brázio foi perspicaz ao perceber o quão único era este momento. Reuniu a família e contou-lhe os seus planos para calcorrear o país de alto a baixo, batendo todos os pontos de ligação entre Portugal e Espanha – ou pelo menos aqueles que lhe apareciam no Google Maps, que, afinal, se revelou uma ferramenta eficaz e exaustiva. Apesar de ter passado por quase uma centena de fronteiras, o seu foco estava sobretudo nos pontos em que a mobilidade ficou totalmente proibida.

De todas as imagens emana uma estratégia de defesa e de isolamento. Sendo sobretudo um ensaio sobre como se propaga o medo e como se tornaram obtusas e risíveis as demarcações físicas entre dois países, “Fechados” revela também o momento de extraordinária inquietação de quem tomou as imagens. Estas fronteiras outra vez erguidas funcionaram para Augusto Brázio como um rebobinador de memórias até um tempo de guardas-fiscais, fardas, carimbos, vistorias, sacos de caramelos e suores frios por causa de compras à socapa.

Augusto Brázio nasceu em Brinches, concelho de Serpa em 1964. Estudou na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa. Começou o seu percurso como fotógrafo no início dos anos 90 na imprensa, onde assinou diversos trabalhos na área do documental assim como no retrato. Nos últimos anos focou-se nos projetos pessoais onde reflete sobre questões de imigração, pertença e ocupação do território. Os seus trabalhos pessoais estão representados em várias coleções públicas e privadas. Pertenceu ao coletivo de fotógrafos Kameraphoto.

A exposição tem entrada gratuita, e de 29 de setembro a 7 de outubro, está aberta apenas por marcação [e visitas escolares]. A partir do dia 7 de outubro e até 20 de novembro, está aberta ao público em geral no seguinte horário: 10h00-12h30 e 14h30-17h30, de 3ª a sábado.


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Periodicidade: Diária

10/30/2020

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