• comercioenoticias

SALVE-SE QUEM PUDER


O país, a crer nas notícias que vão escapando ao controle dos milhões pagos para iludir a realidade, está a ferro e fogo. Não existe nenhum sentido de responsabilidade e o sentido de estado há muito foi perdido. O povo, esse eterno culpado de todos os males, está entregue a si próprio e não responde/respeita estados de emergência pelo simples facto de já estar no último estado: o estado de “salve-se quem puder” e muito povo não pode. E como não pode, vai parar a sala de triagem onde, angustiadamente, se decide quem vive e quem vai morrer. As imagens do que vão chegando são de caos total e absoluto. Desde as filas de ambulâncias à porta das urgências hospitalares, até aos mais inacreditáveis relatos de exaustão das pessoas, que ainda assim e abnegadamente, tentam salvar o povo.


PUB.


Enquanto isso parece haver outro país e outro povo que se entretém em inusitada campanha eleitoral. Um circo onde se fala de gatos e cabras, de maquilhagem e outras palhaçadas. E também para este circo o povo é chamado. Por uns que afirmam ter o direito de pernada* (direito de que nunca prescindiram) sobre o povo e outros que agora chamam o povo como se estivessem num qualquer mercado a vender cobertores da Covilhã. E o povo farto do direito de pernada*, farto de ser culpado de tudo e de nada, cheio de frio e sobretudo medo, vai-se chegando aos vendedores de cobertores. Sempre fica mais agasalhado!

* Direito de pernada: o “direito de pernada” era o direito que o senhor feudal tinha de passar a primeira noite com as virgens que nasciam nos seus domínios.


Artigo de Opinião de Edgard Carvalho Gomes


PUB.


693 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo

press to zoom

press to zoom

press to zoom

press to zoom
1/8

press to zoom

press to zoom

press to zoom

press to zoom
1/9

press to zoom

press to zoom

press to zoom

press to zoom
1/7
Lino Martins - site
Lino Martins - site

press to zoom
Bicharada - Site
Bicharada - Site

press to zoom