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ROBERTO VIEIRA DIZ QUE “A JSD DEFENDE MEDIDAS PARA FIXAR OS JOVENS”


Entrevista com o Presidente da JSD Rio Maior

Roberto Vieira, 27 anos, natural de Rio Maior e atual Presidente da JSD de Rio Maior, é licenciado em Ciência Política, estando a concluir o mestrado em Estratégia. Trabalha como Analista de Informações e Estratégia no BNP Paribas.

CN - Qual é a sua opinião sobre o papel que os jovens têm no atual paradigma político?

RV - Os jovens têm um papel fundamental na construção de uma sociedade civil em constante metamorfose. Dispõem exatamente da mesma responsabilidade política que qualquer pessoa que viva numa sociedade democrática, porém é fundamental que os mesmos se envolvam mais, pois são o futuro e devem ter uma presença forte naquilo que é o desenvolvimento do país e das futuras gerações.

CN - O que pensa da influência dos jovens na sociedade?

RV - O futuro é algo que preocupa bastante, pois os sinais são bastantes claros. A população portuguesa quer um novo rumo, algo novo, precisa de ideias originais, é necessário renovar as pessoas e ideias presentes nos quadros políticos, as pessoas querem alguém que as represente e que dê resposta aos novos desafios e dificuldades atuais. Com esta lógica em mente, torna-se bastante óbvio em quem apostar, não só no futuro, mas agora, no presente.

CN - Acha que o papel dos jovens, no que diz respeito às múltiplas exigências da sociedade contemporânea, é suficiente?

RV - É necessário renovar e rejuvenescer o modo como olhamos e se faz política, como uma das atividades mais nobres que existe, se bem-feita e praticada. É fundamental não ter medo de mudar o que de mal existe e que não se desista por achar que não vale a pena. Claro que não bastará apenas o envolvimento de uma parte da sociedade, mas sim de todos nós, onde será necessário utilizar a experiência e sabedoria dos mais versados, assim como usar a originalidade, irreverência de pensamento e energia dos mais jovens. A sociedade não pode ter receio da política ou dos seus atores, assim como tem de combater as frases fáceis que estão amplamente generalizadas como “são todos uns corruptos” ou “só estão lá para o tacho”. Deve sim dar o seu contributo em causas públicas ou em defender ideias, e aqui existem muitos meios para o fazer, sem ser pelas juventudes partidárias, através de associações, grupos recreativos ou voluntariado.

CN - O que o leva a participar ativamente na sociedade civil?

RV - Durante toda minha vida sempre quis estar presente e fazer algo que pudesse ajudar e melhorar a sociedade, independentemente do local ou da área. Sempre senti um enorme dever de serviço público, talvez alimentado e reforçado pela passagem no exército ainda novo, que clarificou e definiu, de certo modo, os princípios sobre os quais tento regrar o meu caminho. Desde a minha entrada para JSD de Rio Maior, defendo sempre os interesses e problemas dos nossos jovens, assim como sinto uma obrigação em ser porta-voz das suas qualidades e competências em qualquer lugar que vá. Também me sinto muito afortunado por contar com uma grande equipa, que estão sempre presentes e disponíveis a dar o seu contributo para tudo o que for necessário. Jovens com qualidade e competência, que são um espelho do que existe por todo o nosso concelho. Com esta lógica em mente, para este mandato, baseamos o nosso plano político em três bandeiras fundamentais e inequívocas, onde pensamos poder fazer algo diferente e mostrar a nossa mais valia, sendo eles a habitação, emprego qualificado e empreendedorismo.

CN - Quais são as principais preocupações e prioridades do Roberto enquanto presidente da JSD de Rio Maior?

RV - Habitação, Emprego qualificado e empreendedorismo. Estas são as grandes preocupações dos jovens a nível nacional e, obviamente, o nosso concelho não foge à regra. Será difícil encontrar um momento na nossa história recente, onde os jovens tenham sentido tanta dificuldade em arranjar e ter acesso à habitação própria como hoje, o que dificulta e adia o processo de emancipação. Nós, JSD de Rio Maior, propomos no nosso manifesto eleitoral medidas simples e de fácil perceção que podem ser utilizadas para ajudar a retenção de jovens no nosso concelho, como a redução do imposto Municipal sobre imóveis (por tempo determinado), a jovens com menos de 35 anos. Ao nível do emprego, é fundamental conseguir atrair empresas para o nosso concelho que consigam garantir trabalho qualificado. Todos nós conhecemos alguém que está nas “grandes cidades” apenas porque não consegue encontrar algo perto para trabalhar, mas se perguntarem aos mesmos sobre se eles gostariam de voltar e viver em Rio Maior, a maioria diria que sim! A qualidade de vida é incomparável. De modo a facilitar esta vinda de empresas para o nosso concelho, propomos uma redução ou isenção da taxa de derrama (por tempo determinado) aplicável a empresas, constituídas por jovens até aos 35 anos, cuja sede seja o nosso concelho.

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Periodicidade: Diária

7/6/2020

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