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RIO MAIOR: QUATRO ANOS DE PRISÃO PARA HOMEM QUE ATEOU FOGO A TERRENOS DE UM AMIGO


Um homem de 62 anos de idade, residente no Vale da Rosa, na União de Freguesias de São João da Ribeira e Ribeira de São João, no concelho de Rio Maior, foi condenado pelo Tribunal de Santarém a quatro anos de prisão efetiva, por dois crimes de incêndio florestal e outro de violação de imposições e proibições.

Tudo aconteceu na noite de 3 de junho deste ano, tendo o arguido ateado dois fogos em terrenos baldios localizados no Vale da Rosa.

Segundo avança o jornal Rede Regional “o incendiário e o proprietário dos terrenos são amigos de longa data e tinham estado a beber vinho durante essa tarde, até ficarem num estado de embriaguez”.

Cerca das 22 horas, o arguido, padeiro de profissão, dirigiu-se a um quintal perto da casa e ateou fogo à vegetação de feno e mato, queimando uma área de 1.900 metros quadrados.

Quase duas horas mais tarde deslocou-se de carro até outro terreno, também no Vale da Rosa, e deu origem a outro incêndio, desta vez destruindo 1.200 metros quadrados de restolho e pinhal.

O mesmo jornal refere que “os incêndios ocorreram num raio de 700 metros, próximos de habitações, e só não provocaram danos materiais mais elevados graças à ação rápida dos Bombeiros Voluntários de Rio Maior”.

Ao fugir do local do segundo fogo, o homem deixou no local o para-choque do seu carro, que estava quase atascado numa estrada de terra batida que lhe dá acesso.

De referir que o arguido estava inibido de conduzir, em virtude de ter sido apanhado a conduzir alcoolizado, encontrando-se a cumprir pena de seis meses sem carta de condução.

Perante o coletivo de juízes o arguido, que se encontrava já em prisão preventiva, confessou os crimes cometidos, mas não soube explicar, em concreto, o que lhe passou pela cabeça.

O cadastro do arguido acabou por pesar na decisão do coletivo de juízes em não suspender o cumprimento da pena de prisão, uma vez que este homem havia já sido condenado por resistência e coação sobre funcionário, ofensa à integridade física qualificada, injúria, difamação e posse de arma proibida, que foi usada para disparar contra a casa de uns vizinhos, há já alguns anos.

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Periodicidade: Diária

10/25/2020

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