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PS DE AZAMBUJA CLASSIFICA DE CRIME AMBIENTAL A MONTARIA REALIZADA NA TORRE BELA


Uma montaria realizada na última quinta-feira, 17 de dezembro, na Quinta da Torre Bela, na freguesia de Aveiras de Cima, concelho de Azambuja, em que participaram 16 caçadores, está a gerar uma enorme onda de consternação, tendo levado o Partido Socialista de Azambuja a emitir um comunicado.

Saliente-se que neste “massacre”, como já foi apelidado, foram mortos cerca de 540 animais, entre veados, gamos e javalis.

A Comissão Política do PS de Azambuja refere que se trata “de um violento ataque à nossa fauna e natureza”, salientando que apesar da Torre Bela ser uma propriedade privada “tem de haver regras e não pode valer tudo”.

O PS de Azambuja entende que o que aconteceu “não foi caçar, foi massacrar aqueles animais que não tinham para onde fugir, pois o abate da floresta tem sido permanente e os animais estavam confinados aos muros da propriedade”.


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“Não somos, em geral nem em particular, contra a realização de montarias, quando realizadas de forma a manter o equilíbrio cinegético, pois o seu descontrolo coloca em causa quer a agricultura quer a segurança rodoviária, o que não foi de todo o caso, uma vez que estes animais estavam dentro de uma propriedade murada, não existindo qualquer perigo para a segurança das pessoas”, salienta a Comissão Política do PS Azambuja, que acrescenta: “Estamos totalmente contra este abate, feito à margem de todo o bom senso, podendo provavelmente ser classificado como um crime ambiental”.

A terminar, o PS Azambuja diz defender a liberdade dos gostos, mas com limites, “tem de haver regras, não pode valer tudo”.

Entretanto, a Câmara Municipal de Azambuja já fez saber que não recebeu qualquer informação oficial relativamente a esta montaria e apenas tomou conhecimento da mesma através das redes sociais.

“A Quinta da Torre Bela é uma propriedade privada onde existe uma zona de caça turística particular. A autorização para caça no local terá de ser dada pelo ICNF - Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas e não pela Câmara Municipal de Azambuja”, refere o município azambujense que já avançou com uma comunicação para o ICNF e para o Ministério da Agricultura a solicitar toda a informação sobre o ocorrido, para que estas entidades verifiquem a legalidade desta ação, assim como, a quantidade de animais abatidos, e qual o destino dos mesmos.

Segundo o que o Comércio & Notícias apurou o ICNF abriu já hoje um processo de investigação.


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