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PRISÃO PREVENTIVA PARA FALSA INSPETORA DA JUDICIÁRIA


Uma mulher de 43 anos de idade, residente em Vila Nova de Gaia, foi apresentada a primeiro interrogatório judicial, ao final da tarde de ontem, 10 de fevereiro, no Tribunal Judicial do Cartaxo, na sequência de mandados de detenção emitidos pelo Ministério Público em inquérito que corre termos na secção do Cartaxo do DIAP de Santarém.

A arguida encontra-se indiciada pela prática de factos constitutivos de crimes de burla qualificada com os quais arrecadou quantias pecuniárias que totalizaram € 50.814,26.

Segundo a Procuradoria da República da Comarca de Santarém “os factos remontam aos anos 2017 e 2018, período no qual a arguida engendrou um expediente que consistia em fazer-se passar por inspetora da Polícia Judiciária e afirmar conhecer pessoas ligadas a leilões de veículos apreendidos, o que a colocava em posição de adquirir veículos de marcas reputadas a baixo preço”.

A mesma fonte refere ainda que “para credibilizar tal encenação, simulava, junto dos ofendidos, telefonemas com supostos agentes policiais, mormente da GNR, bem como era portadora de arma aparente, ao tempo que explicava em detalhe o funcionamento dos leilões nos quais lhe incumbiria o papel de representar pessoas suas conhecidas e outras que estas lhe apresentavam. Dessa forma logrou que as vítimas, algumas das quais residentes em localidades do distrito de Santarém, lhe fossem entregando quantias, nem sempre elevadas, pela modéstia da condição de vida de algumas das pessoas a quem propunha facilitar o acesso a veículos que nunca existiram”.

“Noutra situação a arguida solicitou e obteve € 600,00 sob o falso pretexto de saber qual era o processo de insolvência no qual uma trabalhadora, namorada do ofendido, pretendia fazer valer os seus direitos, sendo esse dinheiro para entregar a um suposto advogado que trabalhava para a Polícia Judiciária, o que não correspondia à verdade”, refere ainda a Procuradoria da República da Comarca de Santarém.

Perante os fortes indícios da prática dos aludidos crimes e face à elevada probabilidade de fuga, o Ministério Público promoveu a aplicação da medida de coação prisão preventiva, medida essa que foi decretada judicialmente, mas com a possibilidade de conversão em obrigação de permanência na habitação, se vierem a ser reunidos os requisitos para o efeito.

O inquérito prosseguirá termos na secção do Cartaxo do DIAP de Santarém, com a investigação a cargo da Diretoria de Lisboa da Polícia Judiciária, cujos efetivos procederam à detenção da arguida.

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Periodicidade: Diária

10/30/2020

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