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PRISÃO PREVENTIVA PARA 5 PESSOAS QUE RAPTARAM RAPARIGA DE 13 ANOS PARA A OBRIGAR A CASAR


O Ministério Público apresentou a primeiro interrogatório judicial três homens e duas mulheres, com idades compreendidas entre os 26 e os 47 anos, indiciados da prática, entre outros, de um crime de rapto agravado e de um crime de homicídio, na forma tentada.

Os factos fortemente indiciados ocorreram no dia 4 de junho, na Marinha Grande, tendo os arguidos, na sequência da quebra da promessa de noivado de uma rapariga de 13 anos, pelo seu progenitor, decidido raptá-la da sua residência, contra a vontade dos seus pais, para que mantivesse relações sexuais com o outro nubente, um rapaz de 13 anos, levando, assim, os progenitores a permitir o casamento entre ambos.

Segundo a Procuradoria da República da Comarca de Leiria, “com esse objetivo, os arguidos forçaram a entrada na residência das vítimas e, no seu interior, um deles efetuou, pelo menos, 3 ou 4 disparos com uma arma de fogo, em direção ao pai da menor, um dos quais veio a atingi-lo no joelho, só não tendo disparado mais por a arma ter encravado”, acrescentando que “alertados pelo barulho, acorreram ao local várias pessoas, pelo que os arguidos dali saíram, sob a ameaça de que voltariam durante noite e incendiavam a casa, tendo, ainda, dois deles, efetuado 22 disparos com armas de fogo em direção ao veículo do progenitor da menor, danificando-o”.


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Segundo a mesma fonte, “no dia 6 de junho, sempre em execução do plano traçado por todos os arguidos e em comunhão de esforços e intenções com os mesmos, três outros suspeitos dirigiram-se à residência da menor e, quando esta estava nas suas imediações, um deles agarrou-a e levou-a para um veículo, sob a ameaça de que matava o seu pai, pelo que a vítima entrou na viatura e foi levada do local. De seguida, a menor foi levada para uma residencial, onde se encontrava o outro nubente, também ele menor, que a tentou convencer a com ele manter relações sexuais, o que não conseguiu, pernoitando ambos naquele local, tendo no dia seguinte a menor sido deixada, por dois dos arguidos e um dos suspeitos, no pinhal atrás da sua residência.

O Juiz de Instrução Criminal, em consonância com o promovido pelo Ministério Público, determinou que todos os arguidos aguardassem os ulteriores termos do inquérito sujeitos à medida de coação de prisão preventiva.

A investigação prossegue sob a direção do Ministério Público da 1.ª Secção do Departamento de Investigação e Ação Penal de Leiria, com a coadjuvação do Departamento de Investigação Criminal de Leiria da Polícia Judiciária.


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