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PRESIDENTE DA CÂMARA DE RIO MAIOR PEDE O FECHO DAS ESCOLAS E APELA À POPULAÇÃO PARA FICAR EM CASA


Preocupado com a situação pandémica que o concelho de Rio Maior está a atravessar, com um aumento exponencial de casos diários, o Presidente da Autarquia apela à população para se proteger, ficando em casa, “não há outra forma de combater esta guerra que não seja o cumprimento voluntário do isolamento”, salienta Filipe Santana Dias.

O autarca refere que tem estado em contacto permanente com a saúde pública e garante que “o espelho que me é transmitido é de completo caos no Serviço Nacional de Saúde. Pensemos que seja por covid ou por qualquer outro problema, dificilmente iremos ter condições de ser atendidos de forma apropriada, pois não há disponibilidade de médicos, enfermeiros, equipamentos. Não há!”

Recusando-se a entrar em discussões descabidas Filipe Santana Dias salienta que “esta doença está a matar-nos a todos... a uns no sentido literal da palavra, aos outros na economia, no desemprego etc...”

Entretanto, num email enviado pelo Presidente da Câmara Municipal de Rio Maior ao Delegado de Saúde Municipal, Dr. Félix Lobelo, a que o Comércio teve acesso, Filipe Santana Dias expressa toda a sua preocupação sobre a evolução da pandemia no concelho de Rio Maior e também em todo o território do Vale do Tejo.

“No Concelho a que tenho a honra de presidir, a evolução da doença, bem como a imagem de descontrolo que passamos, está a causar fortes constrangimentos na vida da comunidade. As empresas, não são obrigadas a fechar pelo decreto do estado de emergência, vão definhando com muitos colaboradores em isolamento. As escolas têm dezenas de turmas em isolamento, o que torna completamente impossível garantir a igualdade de ensino para todos os alunos. Na minha opinião, não fechamos por decreto, fechamos por falta de alunos, professores, auxiliares etc.”.

No mesmo comunicado Filipe Santana Dias refere que reuniu ontem, 19 de janeiro, com todos os diretores das escolas de Rio Maior (exceção da escola superior) tendo-lhe sido comunicado a dificuldade de manter a qualidade do serviço da escola. No entender dos diretores “estão a acrescer riscos para os alunos que ainda permanecem. Quando os professores estão isolados, os alunos têm um ‘furo’ no seu horário. Já não é possível proceder a substituições, não há recursos humanos disponíveis”, garantem.


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Filipe Santana Dias mostra-se também apreensivo quanto ao cumprimento voluntário, “assistimos diariamente a abusos e aglomerados excessivos e desrespeitosos. A falta de meios humanos da Guarda Nacional Republicana é notória, e por muito que exista um esforço de uma maior presença, a verdade é que não existem meios suficientes”.

A concluir, Santana Dias apela ao Delegado de Saúde Municipal que “faça chegar aos seus superiores hierárquicos a necessidade de endurecer medidas, aumentar fiscalização e fechar as escolas por um período adequado”.

Recorde-se que há data de ontem, 19 de janeiro, o concelho de Rio Maior registava um total de 1119 casos de Covid-19 desde o início da pandemia, mantendo-se 324 pessoas com a infeção ativa e 775 já recuperados. Há também a lamentar 20 vítimas mortais. O concelho de Rio Maior tem ainda neste momento 455 pessoas em vigilância ativa.


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3/6/2021

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