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PRESIDENTE DA CÂMARA DE RIO MAIOR MOSTRA DESAGRADO COM A DESIGUALDADE DE HORÁRIO DOS ESTABELECIMENTO


Numa altura em que o Governo decretou recolher obrigatório em 121 concelhos de maior risco de contágio pelo novo coronavírus, a cadeia de supermercados Pingo Doce, pertencente ao Grupo Jerónimo Martins, anunciou que as suas lojas irão estar abertas entre as 06h30 e as 22h00 nos próximos sábado e domingo, 14 e 15 de novembro.

Segundo o decreto que regula a aplicação do estado de emergência decretado pelo Presidente da República, são permitidas as “deslocações a mercearias e supermercados e outros estabelecimentos de venda de produtos alimentares e de higiene, para pessoas e animais”.

Conforme já tinha anunciado o primeiro-ministro na madrugada de domingo, no final do Conselho de Ministros extraordinário para tomar medidas no âmbito do estado de emergência decretado, a circulação estará limitada nos próximos dois fins-de-semana entre as 13h00 de sábado e as 05h00 de domingo e as 13h00 de domingo e as 05h00 de segunda-feira nos 121 concelhos de maior risco de contágio, nos quais está incluído o concelho de Rio Maior.


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Assim, nos próximos sábado e domingo, as duas lojas Pingo Doce de Rio Maior (Taipas e Espadanal) terão as sua portas abertas ao público entre as 06h30 e as 22h00, medida que desagrada ao Presidente da Câmara Municipal de Rio Maior. “Num momento em que tanto se exige ao comércio tradicional, que era já no pré-pandemia, um setor que lutava com muitas dificuldades, não me parece prudente permitir que as grandes superfícies possam, além de não ter outras restrições a que o comércio tradicional está sujeito, alargar o seu horário de funcionamento”, lamenta Filipe Santana Dias.

“Todos percebemos que horários mais alargados podem contribuir positivamente para um menor ajuntamento de pessoas, o que já não conseguimos perceber é que tenhamos dois pesos e duas medidas para este setor quando comparados com outros”, refere o autarca que acrescenta que “não faz sentido pedirmos ao proprietário de um restaurante que feche a porta do seu estabelecimento, ou que veja os seus clientes impedidos de o frequentarem, e ao mesmo tempo permitir aos grandes grupos, que supostamente terão outra capacidade de resiliência financeira, que continuem a trabalhar e que ainda alarguem os seus horários”.

O edil riomaiorense diz também que “de nada servirá estarmos neste momento a acenar com apoios e incentivos se estes não forem imediatos. Se o não forem, seguramente muitas micro e pequenas empresas deles não beneficiarão, pura e simplesmente porque não existirão”.

Filipe Santana Dias entende ainda que “uma lei ou uma norma, para ser aceite tem de cumprir alguns requisitos”, destacando dois deles: “Deve transmitir aos visados a sensação de justiça (ainda que com sacrifício dos próprios) e ser imaculada na moralidade. Creio que nesta situação estamos a falhar em ambas as situações”, conclui o autarca.


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Periodicidade: Diária

11/30/2020

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