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PERFORMER RIOMAIORENSE MANOEL BARBOSA EXPÕE “DESENHOS DE GUERRA” NA GALERIA ZDB



Foi inaugurada no passado dia 8 de novembro, na icónica Galeria Zé dos Bois (ZDB), no Bairro Alto, em Lisboa, uma exposição intitulada “Alto Nível Baixo”, que retrata duas vertentes bem distintas. Por um lado, uma seleção de filmes e audiovisuais de artistas e cineastas brasileiros realizados durante o Ato Institucional-5 (1968-1978); e por outro, a série de “Desenhos de Guerra” do artista português Manoel Barbosa, nascido em 1953.

Presentes nesta inauguração, que assinala os 25 anos da Galeria ZDB, estiveram mais de 150 convidados, entre os quais diretores de instituições portuguesas, embaixada do Brasil, curadores, galeristas e colecionadores, sendo o artista riomaiorense o único português convidado pelos curadores Marta Mestre (ex-curadora do Instituto de Inhotim e do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro) e Natxo Checa, diretor da Galeria ZDB.

Sob o mote artes criadas em ditaduras e como resistência, estão presentes neste já considerado acontecimento expositivo-artístico, obras em filme e vídeo de alguns dos mais importantes artistas brasileiros e desenhos criados por Manoel Barbosa quando esteve na guerra colonial em Angola.

Até ao encerramento desta mostra, a 11 de janeiro, ocorrerão já a 28 de novembro, às 19h00, uma mesa-redonda com Tadeu Capristano (professor de Belas Artes, Universidade Federal do Rio de Janeiro), Marta Mestre e o artista brasileiro Yuri Firmeza. Em dezembro uma visita guiada por Marta Mestre e Manoel Barbosa e em janeiro uma mesa-redonda sobre a guerra colonial com Marta Mestre, Manoel Barbosa e dois historiadores e professores universitários. Ainda, no período do encerramento, em data a anunciar, haverá um espetáculo performativo especial de Manoel Barbosa.


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Realizados entre 1973 e 1975, no perigoso quartel de Zemba e durante a guerrilha urbana em Luanda (Angola), os “Desenhos de Guerra” do artista português Manoel Barbosa, nascido em 1953, são uma expressão radical e crua da relação entre contra-cultura e guerra colonial. Desenhos esquemáticos de “máquinas de guerra”, “à margem” ou “desviantes” do trabalho mais conhecido do artista na área da performance. “Zemba, um de bastantes delírios”, como recorda Barbosa.

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Periodicidade: Diária

6/1/2020

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