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PAIS DESESPERAM POR SABER ONDE ESTÁ O FILHO BEBÉ QUE LHES FOI RETIRADO


António Salusto e Cristiana Pinheiro, residentes em Rio Maior, perderam recentemente a guarda do filho, o pequeno Gustavo de apenas um ano e meio, o qual nos últimos dias esteve à guarda da irmã e da mãe do António, pessoas com quem este revela ter um mau relacionamento, tendo o Tribunal de Relação e Menores decretado na última quinta-feira que o menino fosse entregue a uma instituição.

António Salusto contou ao Comércio & Notícias que a irmã e a mãe não lhe dizem onde está o filho, embora reconheça que foi notificado pela GNR para estar presente, mas não pôde comparecer por se encontrar a trabalhar em Lisboa.

“Eu e a minha mulher estamos em choque porque nos tiraram o menino baseado em acusações fúteis. No passado dia 5 de fevereiro o menino foi entregue aos cuidados da minha irmã, tendo ele ficado na casa da avó, sendo nos dito que o processo seria revisto no prazo máximo de 3 meses”, conta António Salusto que acrescenta: “Ao fim de 4/5 dias fazendo acusações absurdas pegam no meu menino e levaram-no não sei para onde e não me querem nem sequer dizer onde ele está”.

O pai do pequeno Gustavo diz estar desesperado, “aquele menino foi planeado com muito amor e carinho, jamais em tempo algum ele passou mal comigo e com a minha mulher nunca, nunca”, conta.

Numa publicação feita no Facebook pela mãe, relacionada com a retirada do filho, uma vizinha do casal comentou, dizendo: “A Cristiana está desolada como qualquer mãe, nunca entendi o porquê de tirarem o menino, eu sou vizinha dela e nunca vi o menino maltratado. O menino é muito esperto, uma criança feliz e desenvolvida para a idade que tem, não sei o que se passava ou o que se passou, mas o pai do menino trabalha e a Cristiana quando tinha trabalho também trabalhava e o menino chegou a estar em amas. Não sei o que dizer, é muito triste, eu no meu ver como mãe e como avó, nunca vi nada de estranho. Sempre houve meninos mais bem arranjados do que outros, isso é conforme as posses, não percebo, a mãe não deve baixar os braços e ir pedir ajuda a quem de direito, pois não se tira um filho como se fosse um cão”.

Também a ex-ama do pequeno Gustavo em declarações ao Comércio & Notícias referiu que ia buscar o menino às 07h30 para a mãe ir trabalhar na fábrica da Nobre, “ela entregava-me o menino sempre limpo e com a fralda mudada. O menino vinha tapado com um cobertor e a mãe mandava sempre leite, bolachas, papa, iogurtes, fruta, sopinha, fraldas e mudas de roupa. Ele nunca me foi entregue sujo nem mal vestido, pelo contrário vinha sempre limpinho com fralda mudada e cheiroso”, acrescentando que “a mãe ligava durante a manhã e à hora de almoço para saber como estava o filho e se tinha comido. Quando eu o entregava às 17h30 o menino ficava todo contente e corria em direção à mãe para a abraçar”, salienta.


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Entretanto, no processo, a que o Comércio & Notícias teve acesso, o Juízo de Família e Menores do Tribunal Judicial de Santarém realça que “a mãe da criança sofre de ataques de ansiedade, o que faz com que altere a sua postura e comportamento, e que o pai aparenta consumir bebidas alcoólicas em excesso, assumindo frequentemente uma postura desadequada e um discurso contraditório e desconforme com a verdade”.

É ainda revelado no processo que “a criança não tem os cuidados de alimentação e higiene devidamente satisfeitos, havendo relatos de que por vezes se apresentava na creche com a fralda do dia anterior”, factos que os pais negam.

Apesar de a criança ter ficado inicialmente à guarda da tia o Ministério Público entendeu que a manutenção da criança naquele local se revelava impossível “face à oposição continuada dos pais à respetiva execução e à falta de disponibilidade da tia da criança para continuar a assumir os respetivos cuidados”.

“Quanto à possibilidade do regresso da criança ao agregado familiar de origem, mantêm-se, se não agravados, os fundamentos que determinaram a aplicação da medida de apoio junto de outro familiar, pelo que os progenitores, neste momento, continuam a não ser alternativa para a criança, pelo que neste momento a única medida suscetível de acautelar a segurança, bem-estar, estabilidade emocional e desenvolvimento da criança enquanto se procede à definição do seu encaminhamento subsequente é a medida de acolhimento residencial”, entende o Ministério Público.

Quem não se conforma com a decisão é o pai, que ao Comércio & Notícias frisou que “existem tantos pais a rejeitarem os filhos, a maltratar e até mesmo a matar, e nós que amamos o nosso filho vieram nos tirar”, acrescentando que “neste momento não sei onde ele está, nem com quem. Só quero que este pesadelo acabe”, relata António Salusto.


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