Periodicidade: Diária

9/27/2022

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PAI E FILHO ACUSADOS DE MATAR JOVEM EM ALCOBAÇA POR DÍVIDA DE DROGA


Por Lusa

O Ministério Público (MP) acusou um homem e o seu filho de crime de homicídio qualificado no caso da morte de uma jovem junto à estação de comboios de Martingança, no concelho de Alcobaça, em outubro de 2021, devido a uma alegada dívida de droga.

De acordo com o despacho de acusação, além do crime de homicídio qualificado, os dois arguidos estão também acusados de detenção de arma proibida, sendo que ao filho, de 20 anos e detido preventivamente, está ainda imputado o crime de resistência e coação sobre funcionário.

O MP sustentou que a vítima, de 18 anos, amiga dos arguidos e “residindo com estes” num anexo à moradia do qual pagava renda, tinha, a 3 de outubro de 2021, data do homicídio, “uma dívida monetária” para com aqueles “superior a três mil euros”, relativa à compra de estupefacientes.

Uma semana antes do homicídio, os arguidos interpelaram a vítima, “para que lhes pagasse o valor de 2.100 euros” até 8 de outubro, “pois, caso contrário, a matariam”.

À data de 3 de outubro, a vítima não tinha entregado aos arguidos a quantia por eles exigida e nesse mesmo dia a jovem contactou um deles e combinaram encontrar-se pessoalmente.

Nesse dia, pelas 22h15, os dois arguidos, acompanhados pela vítima, “a fim de determinarem que aquela pagasse a aludida dívida”, deslocaram-se numa viatura até um terreno baldio em frente à estação de comboios da Martingança, seguidos por outra viatura onde estavam mais duas pessoas.

No exterior, uma dessas pessoas informou que tinha entregado 860 euros à jovem, “para que liquidasse parte da dívida que aquela tinha” para com os dois acusados, tendo a vítima pedido mais tempo para que lhes pudesse pagar.


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O pai do detido, considerado o instigador do crime e para o qual foi emitido um mandado de detenção europeu, e que estava munido de uma arma de fogo, “totalmente carregada”, estendeu o seu braço na direção do filho, “ao mesmo tempo que o interpelava em tom elevado” e, referindo-se à vítima, disse: “Dá-lhe um tiro” e “Ou tratas tu ou trato eu”.

O filho, que recebeu o revólver do pai, de 45 anos, “em execução da ordem que lhe foi transmitida e a qual acatou”, apontou-o à vítima e atingiu-a “por cinco vezes” na cabeça.

Os arguidos ausentaram-se do local sem prestar socorro à vítima, que morreu na madrugada seguinte no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra.

No dia após o crime, o filho deslocou-se à Martingança, à procura do cão que tinha transportado para o local no dia anterior, tendo sido interpelado por dois militares da GNR que o informaram que o animal tinha sido recolhido.

Um dos militares interpelou o arguido para que os acompanhasse ao Posto Territorial de Caldas da Rainha, dado aquele não ter identificação e “referir que não se queria identificar”.

O arguido começou a correr em direção oposta, mas foi agarrado pelos militares, os quais “procurou atingir” com os punhos. Os dois militares desequilibram-se e caíram, tendo um deles sofrido um traumatismo no punho e uma escoriação.

O MP sustentou que o pai, ao entregar o revólver carregado ao filho “e ao dirigir-lhe as ordens (…) bem sabia que tinha uma relação de autoridade e ascendência“, considerando que os dois “agiram motivados por uma animosidade que sentiam em relação à vítima (..), decorrente de uma dívida monetária que esta tinha para com aqueles”.

Os pais da vítima pedem uma indemnização de 80 mil euros.

O julgamento, no Tribunal Judicial de Leiria, ainda não tem data marcada.


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