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MOVIMENTO “SALVAR O CLIMA” PROMOVE MOBILIZAÇÃO CLIMÁTICA GLOBAL


É com esta frase da jovem ativista ambiental sueca Greta Thunberg: “A nossa casa está a arder”, que o “Salvar o Clima”, um conjunto de vários movimentos, coletivos e associações, no qual está também englobado o Movimento Cívico “Ar Puro”, de Rio Maior, que começa o manifesto a convocar uma mobilização para a justiça climática em Portugal a ter lugar na próxima sexta-feira, 25 de Setembro, em diversas cidades do Mundo.

Em Portugal o objetivo deste protesto é unir vários movimentos e várias vozes para tentar salvar o clima, num processo que pretende englobar diferentes setores da sociedade civil, uns mais próximos destas lutas, outros em aproximação.

Segundo o Movimento “Salvar o Clima”, ao desafio global de realizar uma transição justa para a neutralidade carbónica até ao ano de 2030, é urgente, entre outras coisas: “Garantir a requalificação profissional das pessoas trabalhadoras de setores poluentes, sem custos para as mesmas, começando pelas das centrais termoelétricas de Sines e do Pego, e tendo as pessoas trabalhadoras afetadas prioridade na colocação nos postos de trabalho que serão gerados no setor público aquando da transição energética; Acabar com as concessões petrolíferas e de gás ainda existentes em Portugal e revogar a legislação que permite o lançamento de novas concessões de petróleo e gás no país; Proibir a importação de gás natural obtido por fraturação hidráulica e travar qualquer expansão do sistema de receção, armazenamento e transportes de gás natural (incluindo o sistema de transporte por gasodutos previsto); Criar um plano habitacional em que a) o acesso à habitação seja garantido a toda a população independentemente do seu estatuto socioeconómico, b) haja um verdadeiro plano de eficiência energética e de descontaminação dos edifícios públicos e c) procure encontrar soluções alternativas para edifícios que possam vir a ser afetados pelas alterações climáticas; Criar um novo plano nacional florestal e agrícola fundamentado na agroecologia e permacultura, reduzindo a agricultura e pecuária intensivas, beneficiando a produção local e favorecendo um progressivo aumento da capacidade de auto-aprovisionamento alimentar em Portugal. Incentivar projetos benéficos às zonas rurais e adequar as áreas florestais nacionais às condições climáticas atuais e futuras, apostando na diversificação de espécies e na promoção de árvores autóctones, numa perspetiva de aumento de resiliência face a incêndios e diversificação de usos florestais nas áreas rurais”.


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O Movimento “Salvar o Clima” entende ainda que “para concretizar estas exigências será necessário um nível de mobilização sem precedentes na sociedade mundial, incluindo na sociedade portuguesa. As sociedades, os Estados e as pessoas terão de cooperar e empenhar-se neste processo histórico, global e nacional, territorial e ambiental, económico e social. A transição energética vai, simultaneamente, suprimir e gerar postos de trabalho. Uma verdadeira transição justa tem de pautar-se por princípios de equidade, de justiça social e laboral”.

A terminar, a organização desta mobilização climática apela: “No dia 25 de setembro paramos para avançar. Paramos porque não é possível continuar a fingir que será com pequenas reformas e esforços pouco ambiciosos que avançamos, mas sim com ações concretas e mudanças profundas, construídas socialmente para responder a um problema sem paralelo. Paramos porque não há tempo a perder. Paramos pela vida. Paramos pelas nossas vidas”.


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Periodicidade: Diária

10/30/2020

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