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11/28/2022

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HISTÓRIA DA EVOLUÇÃO RELIGIOSA NO CONCELHO DE RIO MAIOR


Em setembro de 2011, Lídia Amélia Moreira Ferraz de Gouveia Jorge concluiu o Mestrado em Estudos Religiosos e Autárquicos com o tema “História da evolução religiosa no concelho de Rio Maior”, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (Departamento de História). O relatório de estágio que aqui nos traz, foi orientado pelo Professor Doutor António Matos Ferreira.

Por se tratar de um trabalho científico feito no ensino universitário, não é, eventualmente, de fácil compreensão para todos.

Na cadeira “Técnicas de Expressão da Língua Portuguesa”, ministrada pela Professora Margarida Barahona aprendi que a linguagem jornalística deve ser entendível mesmo para as pessoas menos letradas. Nessa linha, vamos redigir um texto simples, sem ser simplista, tentando não desvirtuar o sentido da obra em questão. Lídia Amélia Jorge refere-se à evolução de cultos religiosos na área geográfica do atual concelho de Rio Maior, desde os tempos Pré-Históricos até aos dias de hoje.

No fundo, são projetos de roteiros turísticos da chamada “Rota do Sagrado”. A autora dividiu o seu longo trabalho em capítulos, onde são estudados vários temas, como os cultos primitivos (a Anta de Alcobertas e as Grutas na Senhora da Luz e em Alcobertas). Outro dos assuntos trabalhados são os cultos pré-romanos, nomeadamente, as Festividades do Bom Verão.

No sub-capítulo “A presença romana no concelho”, dá destaque, entre outros temas, aos primeiros cultos cristãos (pág. 33), dizendo que na Villa Romana de Rio Maior, foi encontrado um fragmento de coluna, em mármore com a inscrição de uma cruz, em baixo relevo.

Num outro sub-capítulo “A presença de ordens religiosas durante a Idade Média”, Lídia Amélia baseia-se nas obras de Iria Gonçalves (antiga professora na Universidade Nova de Lisboa) para escrever que o Mosteiro de Alcobaça (século XIV e XV) possuía, nesta área, granjas e quintas, moinhos de água e azenhas e explorava vieiros de metal.

No que diz respeito à Arte Cristã Medieval, a lista de imagens é longa. Deixo, aqui, a referência à de Santa Maria Madalena (Alcobertas), Santo Antão (S. João da Ribeira), São Brás (Malaqueijo) e Jesus Cristo (Rio Maior).

Passemos à expressão religiosa durante a Idade Moderna no concelho de Rio Maior para nos referirmos à Igreja da Misericórdia, na sede do concelho e à Igreja Paroquial de São Gregório Magno, em Arruda dos Pisões. Nestes e outros templos concelhios, convergem diferentes estilos com fachadas caraterizadas pela sua simplicidade.

Na página 56, Lídia escreve, também, sobre a atual Igreja Paroquial Nossa Senhora da Conceição, inaugurada em 1968. Trata-se de uma obra projetada por Formosinho Sanches, José Luís Zuquete e José Bruschy.


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Em anexo, é feito um longo inventário da Arquitetura Religiosa do Concelho de Rio Maior. Mais uma vez, ao acaso, retiro daí, alguns breves dados. Por exemplo, a capela de Sourões foi inaugurada em 1590; a capela de São Domingos de Asseiceira é do século XVII; o púlpito da Igreja Paroquial das Fráguas é do século XVIII.

A obra “História da evolução religiosa de Rio Maior” tem rigor científico e há nela um fio condutor. Penso que é o primeiro trabalho de fundo sobre a temática religiosa no que diz respeito a Rio Maior.

Muito, muito mesmo ficou por contar do trabalho de Lídia Amélia Jorge. O grande mérito deste interessante estudo é lançar pistas, fornecer dados sobre um assunto tão vasto, como é este caso. Há um manancial de informações que ficou por contar. As 180 páginas do livro, li-as com gosto.

Para fazermos um resumo mais longo e mais detalhado, teríamos de o publicar em vários capítulos. Não foi esse o nosso caminho, mas apenas divulgámos a existência deste interessante e desconhecido trabalho.

Notas finais - Poderíamos referir-nos, ainda, aos azulejos das igrejas das Fráguas e Azambujeira, que nós conhecemos, e que são de uma grande beleza, originalidade e valor patrimonial.

A presença da Ordem de Cister em terras riomaiorenses merecia, também, um estudo mais longo.

A História da Igreja Católica em Rio Maior é longa e está “cheia de segredos”. Quero com isto dizer que há muito por desvendar.

Li, recentemente, o livro “Esboço Historico-Litterario da Faculdade de Theologia da Universidade de Coimbra, da autoria do Dr. Manuel Motta Veiga, editado em Coimbra, em 1872.

Aí, aparece a relação de todos os doutores que, desde 1772 até 1872, se graduaram em Theologia. A lista tem 209 nomes, um dos quais é José Mauricio de Carvalho (filho de Victor Mauricio de Carvalho, natural de Rio Maior, districto de Santarém), tendo concluído o grau de doutor a 22 de Julho de 1855. Carece de um estudo mais aprofundado.

Finalmente, farei uma breve referência a Luís Filipe Oliveira, professor de História da Universidade do Algarve, que se tem dedicado ao estudo da importância do rei D. Duarte que teve um papel fundamental na afirmação religiosa de rio Maior.

Os temas tratados nestas notas finais “são contas de outro rosário”!

Por João Maurício


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