Periodicidade: Diária

12/3/2022

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FEIRA DE SETEMBRO - 300 ANOS – UM LIVRO DE QUALIDADE!


Acabo de ler a obra “Feira de Setembro - 300 anos” e, por isso, deixo aqui estas notas.

Não abundam os estudos sobre a História de Rio Maior, nomeadamente escritos por autores locais. É justo louvar e saudar os autores deste interessante e rigoroso trabalho: Ricardo Rosário e Sónia Rebocho. A capa da autoria de António Maia é original, moderna e “elegante”.

Um elogio, também para o editor – a Câmara Municipal de Rio Maior, e para a Rio Gráfica, Lda.

O livro tem, por base, documentos antigos e esse é o seu grande mérito. O tema não se esgota nesta obra, mas este é um importante passo para que a memória não se perca.

Dos vários capítulos, destaco “A Instituição da Feira de Setembro em Rio Maior: Causas e Contexto Histórico”, onde se escreve sobre os antecedentes da feira que “começou” em Arrouquelas. Neste capítulo, é feita uma referência a Luís Filipe Oliveira, professor na Universidade do Algarve que estudou tempos recuados, importantíssimos na afirmação da comunidade riomaiorense no reinado de D. Duarte.

Os autores referem-se, ainda, à polémica demolição da capela de São Sebastião, em 1914, situada na Avenida 5 de Outubro, que teve como objetivo, alargar o espaço para realizar o certame.

Sónia Rebocho apresenta-nos vários documentos sobre a instituição da Feira de Setembro, por D. João V, provisão datada de 3 de Agosto de 1721.

Diz-nos a autora (pág. 35), que «o processo de datação da Feira de Setembro, que permitiu estabelecer a cifra do 300º aniversário, não foi, contudo, linear e as múltiplas e divergentes referências à sua origem são prova disso mesmo”.

Ricardo Rosário escreve sobre “A Feira de Setembro nos séculos XX e XXI”, e diz-nos (pág. 49), que «na década de 40, muitas feiras decorriam à volta de Rio Maior, sendo, no entanto, reconhecido que a Feira de Setembro brilhava, indiscutivelmente, como a melhor”.

Faz uma curiosa descrição da Feira de 1950, onde havia “stands das empresas Oliva, da Nestlé, da Supersal, das bicicletas Lutz, das motocicletas Vilar, da Metalúrgica Duarte Ferreira e da Casa Herold”.


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Não é possível, nesta breve crónica, referir todos os detalhes deste trabalho e as várias pistas que deixa no ar. Ler a “Feira de Setembro – 300 anos” é compreender, também, a evolução que a terra teve, durante séculos, e como a feira serviu para projetar o nome de Rio Maior por esse país fora, no sentido geral e, mais concretamente, no Ribatejo e na região Oeste.

Entende-se, também, o que por aqui se passou nos conturbados tempos da Primeira República e durante o Estado Novo.

Destaco, ainda, o capítulo dedicado ao ciclismo, com detalhes bem curiosos.

Para finalizar, refiro a vasta bibliografia consultada, como os Livros de atas das Sessões de Câmara Municipal de Rio Maior, os jornais locais, documentos manuscritos e audiovisuais, livros com valor histórico, referidos ao longo da obra. De realçar, também, as fotografias emblemáticas, dos espólios do Dr. Fernando Aguiar e de Luciano Rodrigues e antigos cartazes da feira ao longo dos anos.

Ficam, assim, perpetuados dados sobre a feira de Setembro que, se não fosse este livro, correriam o risco de se perderem na “poeira do tempo”.

Por João L. Maurício


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