Periodicidade: Diária

10/3/2022

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FÓRUM SALINAS 2021/2022 JÁ TEM CONCLUSÕES

Atualizado: 5 de abr.


Foram recentemente dadas a conhecer as conclusões do Fórum Salinas 2021/2022 realizado a 8 de julho do ano transato, no projeto Salarium, evento que reuniu diversos palestrantes para debater ideias e receber contributos temáticos sobre as Salinas com o propósito de enriquecimento de espólio para o futuro SALARIUM - Museu do Sal - Centro interpretativo das Salinas de Rio Maior.

Sob a temática “Sal e Turismo - Património das Salinas de Rio Maior” o fórum contou com as intervenções de Vítor Fernandez da Silva – Presidente da Entidade de Turismo do Alentejo/Ribatejo, António Manuel Rola – Comentador Televisivo, Alexandre Caldas - Director Tecnologias ONU / Ambiente, Eduardo Rêgo – Presidente da Loving the Planet, Miguel Santos – Vereador do Turismo da Câmara Municipal de Rio Maior e António Campos - Diretor Geral NERSANT.


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Eis as conclusões retiradas deste fórum:


1 - O Museu do Sal

Investimento privado fazendo parte do plano de desenvolvimento do projeto Salarium que inclui Salinas-Restaurante-Museu.

“Objetivo muito importante para garantir atração turística e visitação permanente ao longo de todo o ano nas Salinas. Possibilitando aos visitantes, às escolas e às universidades, ateliers experimentais e ao turismo, toda a informação relevante sobre as Salinas, a safra do sal, a sua milenar história e o seu património”.

“A Salarium através do conceito Discovery Salinas já vem trabalhando com os operadores de turismo e recebendo grupos de turistas aos quais proporciona visitas guiadas a salinas. A forma pioneira como atua com total respeito pelas salinas e pelos salineiros, chancela a Salarium como operador turístico de referência nas Salinas”.


2 - O Plano de Pormenor das Salinas

Objetivo muito importante, vital e estruturante para as Salinas, para a sua proteção e sustentabilidade e também para o desenvolvimento do turístico do nosso concelho.

“Só com a concretização do Plano de Pormenor e suas infraestruturas, requalificação urbana e regulamentação das atividades, clara e efetiva, estarão reunidas as condições para evolução e proteção das Salinas e do sal de Rio Maior. Com o Plano de Pormenor e respetivas obras de requalificação do espaço público, haverá condições estruturais para avanço e concretização do Museu do Sal - Centro interpretativo das Salinas assim como investimentos privados de outros operadores no comércio, restauração ou alojamento turístico”.


3 - A classificação como Património Nacional

Objetivo muito importante para as Salinas preservarem o passado e a sua história, garantindo um futuro sustentável para o seu património.

Dentro do enquadramento da proteção e da capacitação do património histórico e cultural, colocando-o acessível ao público.

“Não estando as Salinas capacitadas para turismo de massas. O Sal e o turismo têm que conviver harmoniosamente e em equilíbrio, de modo a garantir e proteger o futuro deste património único de relevante interesse nacional”.


4 - A marca Salarium e o produto Salinas

“A marca Salarium já é muito conhecida e tem trabalhado bem a promoção das Salinas. A marca Salinas sendo muito forte em termos de procura, precisa de integração num contexto mais geral na marca Rio Maior e noutras marcas regionais e nacionais”. Juntando ali todos

os produtos e serviços mais relevantes. “Porque as marcas para terem sucesso têm que estar relacionadas com produtos”.


5 - Rio Maior precisa de um hotel

Devem-se criar condições objetivas para que investidores privados possam fazer este tipo de investimento em Rio Maior.

Rio Maior pela sua localização estratégica a menos de uma hora de Lisboa e pelo crescente interesse pelas Salinas, deve lançar esse desafio aos investidores, proporcionando condições atrativas para esse e outros investimentos no turismo.

Um hotel é necessário para apoiar a atividade empresarial. Para dar suporte à atividade desportiva, Centro de Estágios e complexo desportivo e para incrementar o turismo de qualidade nas Salinas e em Rio Maior.

“Quanto vale a presença em Rio Maior de uma equipa de desporto profissional em termos financeiros, e acima de tudo, na promoção e comunicação para Rio Maior”?

“É importante passar das palavras aos atos e ter como desígnio de futuro o turismo e uma aposta clara no turismo em Rio Maior”.


6 – As Salinas como polo de turismo

Deverão ser criadas condições de acessibilidade e estadia de qualidade, segura e atrativa a quem nos visita. As ruas das salinas devem ser cada vez mais para as pessoas e os parques devem ser para estacionar os automóveis e os autocarros.

Para isso é necessário a criação dos parques de estacionamento a norte (existente), a sul e no centro (existente) para comerciantes e residentes.

“Mas acima de tudo é fulcral construir a via alternativa ou “circular das salinas” para regular o transito interno e dar espaço às pessoas, às atividades e deixar “respirar” as salinas”.

“É essencial concretizar na oferta aos visitantes a ligação à Villa Romana agora constituída como Museu e novo atrativo histórico assim como a outros polos de interesse que venham a ser concretizados no futuro”.


7 – As Salinas como polo de produção de sal

Sendo as nossas salinas muito antigas, cuja produção de sal nunca foi interrompida ao longo dos tempos. Existem docs do (Séc XII). No entanto, noutros locais do mundo esse facto não é uma regra objetiva. A história do sal no mundo (Séc XX) demonstra claros relatos de altos e baixos e até de desaparecimento de salinas em vários locais. “No entanto também sabemos que o turismo trouxe uma nova realidade às nossas salinas e essa convivência à semelhança de outros locais pelo mundo, garante por si um novo caminho de prosperidade e de futuro ao sal, desde que as duas atividades não se choquem e consigam conviver em perfeita harmonia”.


8 - Salinas. Hipercluster de produtos de referência

Existe em Rio Maior uma riqueza de património única e diferenciadora. Os Romanos e a Villa Romana. Os Templários em 1177 estiveram aqui, compraram salinas e outros territórios. Neste vale de características únicas, onde se produz sal, vinho e azeite. As salinas estão ativas e já têm imensa procura e o turismo poderá ter um futuro auspicioso devido a esses fatores a que se junta uma história milenar.

“Falta integração, agregando serviços e organizações. Identificar exclusividade destes produtos para ter escala e poder vendê-los com vantagens para todos, mas acima de tudo ter ambição internacional. Apontaria o Salarium como um bom exemplo a seguir”.


9 - As parcerias como modelo de promoção

Procurar parceiros que defendam valores e se identifiquem com a defesa da natureza e da qualidade de vida sustentável num eco-sistema como o das salinas é um objetivo de vital importância para a marca Salarium.

“A chancela “Loving the Planet” é uma referência a nível global, que seria vantajoso associar a Rio Maior e às Salinas em termos de desenvolvimento para esse futuro com sustentabilidade. “Uma linha de equilíbrio num tempo em que com tanto conhecimento estamos a perder a sabedoria”.


10 - A nossa visão para as Salinas

Sendo as Salinas, seu património milenar e a sua tradicional produção de sal, a principal razão da existência deste eco-sistema. Sistema que pretendemos preservar para o futuro e para as gerações vindouras. Cumpre-nos a nós neste tempo, criar as condições necessárias para esse fim e esse propósito.

Assumindo que o sal e todo o sistema que o envolve é, e deverá ser sempre a nossa prioridade em termos de escala de valores.

Todas as atividades complementares como o turismo, o comércio, a expansão urbanística e outras atividades, terão que estar sempre subordinados e em consonância com os reais interesses das salinas, do seu património e da produção de sal.

Criar equilíbrio entre a produção de sal e o turismo é o principal fator de sustentabilidade deste delicado processo.

É importante resolver, aprovar e concretizar o Plano de Pormenor e Salvaguarda das Salinas de Rio Maior e as suas novas infraestruturas. Principal fator crítico para a evolução, sustentabilidade e proteção das salinas e do sal de Rio Maior.

É importante termos umas Salinas livres de automóveis e sem autocarros no espaço público, colocando-os nos Parques de estacionamento devidamente infraestruturados para o efeito. Os operadores de turismo estão manifestando enorme interesse neste novo e diferente produto turístico mas, são cada vez mais exigentes com as condições de receção e satisfação dos seus clientes, mas também da segurança e conforto no parqueamento dos seus autocarros.

É importante termos umas Salinas em que as típicas casinhas de madeira, antigas casas de sal, sejam em termos de recuperação ou reconstrução sujeitas a um licenciamento simples e sem burocracia, mas efetivo e devidamente padronizado para manterem a matriz típica deste património histórico, único no mundo, muito antigo e com a configuração de uma aldeia típica de salinas com identidade própria e diferenciadora.

É importante termos umas Salinas com a malha urbana devidamente regularizada, onde as ruas tenham pisos adequados com conforto para se circular, com uma arquitetura sóbria e conservadora, priorizando sempre materiais tradicionais da região.

Considerando sempre em intervenções futuras de áreas de expansão já projetadas ou a projetar, que as mesmas acautelem o impacto de novas estruturas sobre o património histórico existente, afim de não desvalorizar ou diminuir a sua importância.

Considerando ainda que deverá ser acautelada em regulamento para o efeito a tipologia e perfil de negócios mais adequados para não desvirtuar a imagem deste local histórico - aldeia típica de Salinas.

É importante termos umas Salinas em que as habitações já existentes, sejam patrocinadas e incentivadas para revestirem com painéis de madeira as suas fachadas visíveis e, assim criar uma identidade e um padrão de uma aldeia típica de Salinas feita de casas de madeira. Acautelando esse padrão nas futuras construções, valorizaremos o património histórico existente e criaremos uma identidade diferenciadora para o turismo.

É importante termos umas Salinas com o espaço público onde todos os postes elétricos, postes e cabos telefónicos, assim como outros equipamentos aéreos, sejam devidamente regularizados e abolidos do espaço aéreo, colocando-os no subsolo conforme normas atuais em vigor, dando às Salinas mais qualidade em termos visuais, tão necessária e exigível nos tempos que correm em locais turísticos requalificados.

É importante termos umas Salinas onde toda a sinalética e o mobiliário urbano tenham um padrão comum, bem estudado e com ligação à temática das Salinas, utilizando sempre bons exemplos de outros locais históricos classificados. Assim como será pertinente elaborar um projeto de iluminação da malha interior das salinas. Projeto esse que, deverá acautelar várias vertentes em termos de iluminação, baseado em energias renováveis, com baixa intensidade,

adequada à especificidade do local e que não prejudique nem altere a normalidade das nossas salinas na vertente noturna.

É importante termos umas Salinas que protejam o património, o sal e os salineiros que ali trabalham. Adequando-as ao crescente fluxo turístico, mas ao mesmo tempo, dando as melhores condições às pessoas que nos visitam, criando os necessários corredores de visitação, tendo como objetivo principal, libertar o interior das Salinas da pressão humana e devolvendo na totalidade esse espaço ao sal e aos salineiros.

É importante termos umas Salinas onde os seus muros de suporte exterior continuem sempre a ser reparados com pedra tosca da serra. E os talhos de cristalização, os esgoteiros e os carreiros vão sendo requalificados ao longo do tempo, sempre com materiais que mantenham a tradição com principal enfoque na pedra calcária da serra.

É importante termos umas Salinas no espaço privado, onde todos os equipamentos de transporte de energia e de água salgada sejam devidamente regularizados e abolidos do espaço aéreo, colocando-os no subsolo, facilitando as operações de trabalho nas salinas, garantindo mais segurança conforme normas atuais em vigor. Melhorando ainda o aspeto visual e fotográfico das Salinas. Sabendo que para isso serão precisos elevados valores financeiros só possíveis com projeto global e com o apoio de entidades públicas.

É importante termos umas Salinas onde no futuro se implementem práticas amigas do ambiente e sejam 100% ecológicas. Onde todos os transportes e meios de operação sejam de base elétrica ou similares para garantir a sustentabilidade das Salinas no futuro como unidade de produção com certificação ambiental.

É importante termos umas Salinas onde os seus produtos naturais sejam valorizados por serem diferenciadores, concretizando a implementação da certificação e da Denominação de Origem Protegida – DOP do Sal e Flor de Sal de Rio Maior.

A certificação do produto e da produção por parte dos produtores das salinas é importantíssima. Só assim se garante o futuro com a definição clara de proveniência do nosso sal. Essa regulamentação garantirá aos consumidores a qualidade de produto, a sua exclusividade e diferenciação e também garante a sustentabilidade do processo através de soluções que poderão acrescentar valor para os produtores, proporcionando preços justos no mercado nacional e na exportação.

Como temos em Rio maior, produtos diferentes e exclusivos perante o mercado do sal e flor de sal. Só será possível garantir esses objetivos de qualidade e de valor, quando todos os produtos de sal forem para o mercado de grosso e de retalho, embalados pelos produtores certificados, garantindo assim a qualidade ao longo da cadeia de distribuição do produto para os restantes operadores, comerciantes ou retalhistas e público em geral.

É importante termos umas Salinas que reafirmem e definam claramente três entradas principais: 1 - Rio Maior, 2 - Pé da Serra e 3 - Fonte da Bica, sinalizando-as alusivamente com referências à marca e tradição das Salinas.

Requalificando a “Avenida” de ligação Fonte da Bica-Marinhas do Sal, já anteriormente desenhada várias vezes. Integrando a centralização do parque de estacionamento público do “Porto Carro”, o Lagar de Azeite Fonte da Bica e a sua exposição, o Largo da Igreja e o novo espaço de interpretação das Salinas, Salarium - Museu do Sal.

“Avenida” com visão de futuro, onde as pessoas possam circular com espaço e segurança em zona de ciclovia, e os veículos com bons e largos acessos, dirigindo-os para o parque de estacionamento central.

Promovendo e restabelecendo simbolicamente a natureza da antiga ligação umbilical entre a aldeia da Fonte da Bica e as “Salinas da Fonte da Bica” como anteriormente já foram conhecidas.


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