Periodicidade: Diária

7/2/2022

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ESDRM – UM ANIVERSÁRIO AINDA SEM A PRENDA DESEJADA


Nas comemorações do 24.º aniversário da Escola Superior de Desporto de Rio Maior (que se assinala a 5 de dezembro) esperava-se que já fosse possível lançar a primeira pedra da residência de estudantes. Mas atrasos que foram alheios ao Politécnico tornaram esse desejo impossível de concretizar. E assim tivemos uma comemoração de aniversário sem a prenda que a Escola tanto desejava.

A comemoração do aniversário decorreu no dia 6, com a presença de várias entidades, destacando-se as presenças do Presidente da Câmara Municipal de Rio Maior, Filipe Santana Dias e do Presidente do Politécnico de Santarém, João Moutão.

Luís Cid, Diretor da ESDRM, na sua intervenção na sessão solene, que decorreu no auditório Silvino Sequeira, destacou o crescimento em número de alunos, que culmina num universo de 1097 estudantes, o que representa «um crescimento de 8% face a 2020 e de 12% face a 2019», ainda que a Escola mantivesse «a mesma oferta formativa». O ano em curso, observou, em termos de procura por parte dos alunos foi «extraordinário», já que tiveram 1344 candidatos na primeira fase do CNA, o que representa entre 4 a 8 vezes mais do que a oferta. Luís Cid elogiou a postura ao longo dos anos do Município de Rio Maior, com diferentes presidentes, com aposta no Desporto que tornou a cidade um dos maiores clusters de desporto, onde a ESDRM teve sempre um papel de destaque, afirmando até a propósito que a Escola «não seria o que é hoje se não estivesse em Rio Maior», agradecendo por isso publicamente todo o apoio que tem sido prestado.

O diretor centrou depois a atenção nos desafios do futuro, alertando para a ambição de a Escola passar a ter capacidade para outorgar o grau de Doutor, pois, explicou, «consegue cumprir os requisitos definidos no Regime Jurídico», já que 75% dos docentes de carreira «são doutorados, com produção científica assinalável», na sua maioria afiliados em centros de investigação da FCT, incluindo na área de Ciências de Desporto e com a classificação de “Muito Bom”. Entende por isso que a aspiração é «legítima, embora se esteja dependente da alteração da Lei de Bases do Sistema Educativo e do Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior». Em suma, explicou, será necessária a «coragem política» para que se altere esta situação na Assembleia da República, através da iniciativa já em curso.

Luís Cid falou também no desafio de expandir a oferta formativa, em especial a pós-graduada, para complementar a já existente, desenvolvendo cursos nas áreas emergentes e concretizando «namoros antigos com a Escola de Gestão e de Tecnologia», bem como na área do desporto para pessoas com deficiência, e na área do surfing. Por último criar melhores condições para aumentar o envolvimento de projetos I&D financiados, bem como as ligações ao tecido empresarial. Para isso há que garantir que as «necessidades urgentes são atendidas», nomeadamente a construção da Residência de Estudantes. Recordou a propósito que já havia falado antes no assunto, em 2019 «com tristeza», em 2020 com «alegria» e agora, em 2021, «com apreensão», pois o processo, disse, «está enguiçado». Depois de o Governo ter já feito a transferência da verba para o Politécnico de Santarém o concurso aberto ficou «deserto» e, depois disso, o Politécnico decidiu fazer a obra por fases, sem que houvesse a possibilidade de se encontrarem soluções alternativas, quando, explicou Luís Cid, a Câmara de Municipal de Rio Maior se havia disponibilizado para colaborar, como de resto sempre fez ao longo dos anos. Porém, apesar de não concordar com a decisão do Politécnico, disse também, que a mesma foi «perfeitamente legítima e merecedora do respeito institucional». Sendo que o mais importante é que a obra possa ser iniciada e concluída.

Depois saudou a revisão dos Estatutos da ESDRM, que aguardavam a aprovação pelo Politécnico, o que mais tarde João Moutão informou que já tinha sido dada a instrução para que se procedesse à sua aprovação, resultando esse anúncio num aplauso de agradecimento.


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Luís Cid aludiu ainda à necessidade de aumentar o corpo docente próprio da ESDRM e atender às aspirações de progressão na carreira dos docentes, comentando, «não é possível uma Escola ter 1097 estudantes com apenas 37 docentes de carreira», salvaguardando que o assunto «não é um capricho», e deixando uma vez mais o aviso de que «o projeto educativo está em risco de colapsar».

Concluiu agradecendo a toda a comunidade académica, docentes, não docentes e estudantes, não só pela demonstração extraordinária de resiliência, mas sobretudo por responderem prontamente à chamada quando é preciso.

Filipe Santana Dias, presidente do Município de Rio Maior, destacou que «a ESDRM atravessa desafios muito grandes», porém, assegurou, “das fraquezas, sempre a ESDRM soube fazer forças”. Sublinha que o município continuará a ser «responsavelmente» parte da solução para a resolução da questão da residência de estudantes.

Na sua intervenção, o Presidente do Politécnico de Santarém, João Moutão, deu nota para o facto da ESDRM como um bom exemplo do processo educativo. Logo depois abordou a questão da residência de estudantes, que absorveu parte da sua intervenção. João Moutão esclareceu que as verbas foram transferidas para o Politécnico de Santarém, em junho e que «em julho o concurso estava na rua, aberto», tendo «12 candidatos, todos com preço de construção acima do valor base». Esta diferença fez com que não fosse possível arrancar de pronto com a obra, apontando por isso a demora na transferência de verbas para a instituição e a inércia na condução do processo como os principais fatores para que os valores não acompanhassem a inflação do mercado. Questionou assim se «já havia a decisão política de construir, porque não transferiram as verbas mais cedo? Porque se demorou tanto tempo a transferir este dinheiro?», para logo depois acrescentar, «num momento em que o aumento dos preços da obra impossibilitou a sua construção. Se o tivessem feito há 3 anos atrás, tínhamos a residência hoje».

Na sua intervenção, e aproveitando a presença do Presidente do Município riomaiorense, referiu ainda ser necessário «cerca de 1 milhão de euros» para completar o processo de construção da residência e dirigindo-se a Filipe Santana Dias, «deixo esse desafio à autarquia, se conseguir resolver esse problema. Está lançado o desafio».

A cerimónia de celebração do 24º aniversário, contou ainda com o momento de homenagem aos funcionários que completaram 10, 15 e 20 anos ao serviço da escola, bem como aos estudantes com melhor média de conclusão de curso, do respetivo ciclo de estudos, no ano letivo de 2020/21.

A animação, ficou a cargo das tunas feminina e masculina da ESDRM, Sal&Tuna e Bagatuna, respetivamente.


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