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ELEIÇÕES NO PSD: RECORDAR PARA ESCOLHER



Artigo de Opinião de Francisco Frazão Soares


“E foi então que apareceu a raposa.”

Amanhã é dia de escolher o próximo líder do PSD, e uma vez que o atual presidente é contabilista, está na hora de fazer o “balanço” da sua liderança.

O Dr. Rui Rio em 11/10/2017 na apresentação da sua candidatura com uma afirmação cativou-me: “Se há coisa de que, hoje, a política precisa em Portugal, é justamente de um banho de ética. Não pode valer tudo. Antes do mais têm de vir os princípios e os valores.”

Sem nos conhecer, criei um laço e sentei-me perto dele. Mas como Antoine de Saint-Exupéry disse e bem, é preciso paciência, é preciso tempo. E esse tempo passou, 734 Dias, 105 semanas, 24 meses, 2 anos, desde que lhe dei a oportunidade de aplicar em prática o que me prometera.

Na altura das diretas, o seu diretor de campanha é notícia por duas razoes: carrinhas a transportar militantes em catadupa e casas fantasma como morada de vários militantes e mesmo número de telemóvel.

No dia seguinte sentei-me um bocadinho mais longe.

No congresso mostra que vinha com garra e com o intuito de enfrentar tudo e todos com a escolha de Elina Fraga para vice-presidente, esta que tinha apresentado uma queixa-crime, em setembro de 2014, por atentado ao Estado de Direito contra todos os membros do Governo de Passos. No dia (literalmente) seguinte sai a notícia que esta estava a ser investigada por favorecimentos na contratação de serviços jurídicos a pessoas próximas.

Foram-se somando casos: “Diretor de campanha de Rio promoveu obras de 2,2 milhões que beneficiaram dirigente do PSD”, “Dinheiro desviado em Ovar – tema aquece reunião na câmara de Salvador Malheiro, vice de Rio”, “Salvador Malheiro usa carro de luxo da câmara em viagens ao serviço do PSD”, “Salvador Malheiro disse que foi ao Euro com a Olivedesportos, mas quem o convidou foi um construtor que trabalha com a Câmara de Ovar”. Isto só do seu diretor de campanha e porta-voz do PSD.

Em março, Feliciano Barreiras Duarte, secretário-geral do PSD pede a demissão, por mentir no curriculum e a assembleia da república para receber ajudas de custo.

Escolhe José Silvano para o lugar, 7 meses depois surge polémica em torno das presenças do deputado e secretário-geral do PSD que estaria em dois sítios ao mesmo tempo. Alguém registava a presença do mesmo para poder receber ajudas de custo.

No final de 2018 não estava sentado e já só o via a distância.

Vem 2019, ano de eleições. Europeias, temos Álvaro Amaro que paga 40 mil euros de caução para ir tomar posse como eurodeputado. É constituído arguido no caso operação “Rota Final”.

Pergunto, que disse o Dr. Rui Rio? Que fez? Nada!!

Amanhã tenho de decidir entre dar uma oportunidade a quem possa cumprir o que promete ou apostar na continuidade de quem promete e não cumpre. Pessoalmente, em nenhuma circunstância posso sujeitar o PSD a manter-se neste rumo desastroso. Que venha o amanhã!

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Periodicidade: Diária

5/29/2020

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