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DOS 31 INDIANOS QUE PARTILHAM A MESMA HABITAÇÃO NO CARTAXO 4 PODERÃO ESTAR INFETADOS COM COVID-19


Vão ser instalados nas zonas de quarentena do Cartaxo e de Vila Chã de Ourique

A autoridade de saúde pública informou ao início da tarde de ontem, 2 de abril, o Serviço Municipal de Proteção Civil do Cartaxo, que de 31 pessoas que habitavam juntas, 4 estavam sintomáticas para Covid-19 e estariam a aguardar resultado de teste.

Esta habitação situa-se na Ribeira do Cartaxo e já foi avaliada pela Delegação de Saúde, Serviço Municipal de Proteção Civil, Ação Social e Saúde da Câmara Municipal e Forças de Segurança, tendo o Plano de Contingência sido acionado.

Após a avaliação feita por estas entidades concluiu-se que estas pessoas não teriam condições de aguardar cumprir quarentena no seu domicílio.

Por entendimento de todas as forças de segurança, da autoridade de saúde pública, da segurança social e dos serviços da autarquia, foi decidido testar e evacuar as 31 pessoas para as zonas de quarentena que a Câmara Municipal do Cartaxo criou para acolher pessoas que não se possam manter nos seus domicílios em caso de quarentena.

Destes 31 indivíduos, quatro deles apresentam sintomas Covid-19 e aguardam resultado de teste já efetuado. 20 pessoas estão alojadas na Zona de quarentena do Cartaxo (na Escola Secundária) e 11 na Zona de Quarentena de Vila Chã de Ourique (no Pavilhão de Festas).

Segundo Pedro Magalhães Ribeiro, Presidente da Câmara Municipal do Cartaxo “nestes espaços estarão em segurança, receberão apoio de refeições e serão alvo de avaliação médica. Estarão acompanhados quer pelos serviços da segurança social quer pelas forças de segurança – a PSP no Cartaxo e a GNR em Vila Chã de Ourique”, referiu o autarca que informou ainda: “Estou a aguardar resposta do Senhor Embaixador da Índia ao meu pedido urgente de contacto”.

“A minha preocupação principal, neste momento, é que estes cidadãos tenham o devido tratamento por parte das autoridades de saúde para salvaguardar a sua saúde, para salvaguardar que não existe risco de contágio a outros cidadãos, caso algumas destas pessoas tenha resultado positivo no teste Covid-19”, salienta Pedro Magalhães Ribeiro, que garante que “no Cartaxo tratamos todos de modo igual, não interessa qual a sua nacionalidade, são pessoas que estão doentes, que estão assustadas, que precisam de gestos que as tranquilizam. Precisam de segurança para elas e de ter as condições para ser acompanhados do ponto de vista médico e social”.


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O Presidente da Câmara do Cartaxo disse ainda que “é assim que quero que em todos os países tratem e cuidem dos portugueses emigrados por todo o mundo. Legais ou ilegais, seja qual for a sua profissão, o seu nível de escolaridade. Para tratar das questões da eventual ilegalidade estarão as forças policiais e, aí, impera sempre o Estado de Direito, ou seja, a Lei. Mas, que fique claro que nenhum ser humano deixará de ser tratado por não estar legal no nosso país. É nestes momentos que se distinguem os países civilizados dos que não o são, mas também é neste momento que se conhecem os seres humanos” salienta.

Quanto às Zonas de Quarentena, Pedro Magalhães Ribeiro destaca que “não são zonas para pessoas em dificuldades económicas ou sociais, são zonas a que cada um de nós pode vir a recorrer – existem para qualquer pessoa que não possa estar em quarentena no seu domicílio, seja porque vive com família e a quer proteger, seja porque vive sozinho e precisa de apoio para tomar as suas refeições, para se sentir seguro enquanto ultrapassa um momento tão difícil como o de saber que está doente com algo tão agressivo como a Covid-19”, concluiu.

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Periodicidade: Diária

9/27/2020

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