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CONCELHO DO CADAVAL VAI TER DOIS NOVOS MÉDICOS DE FAMÍLIA


O Cadaval passa, dia 2 de novembro, a estar plenamente provido de médicos de família, com a entrada em funções de mais dois novos profissionais. Após a mudança do centro de saúde para as novas instalações, em março de 2019, esta era a principal preocupação ao nível dos cuidados de saúde primários no concelho. O próximo passo será prover a unidade de profissionais de enfermagem em número suficiente.

João Augusto Bastos Silva e Sandra Cristiana Rodrigues Carneiro são os dois novos médicos que irão completar a resposta clínica em termos de médicos de família no concelho do Cadaval.

Segundo informa Gilberto Guimarães, coordenador da UCSP – Unidade de Cuidados de Saúde Primários do Cadaval, o médico João Silva iniciou funções mais precisamente a 6 de outubro. “Como, entretanto, tinha férias e licença de casamento marcadas, esteve ausente muito do período do mês de outubro, voltando ao trabalho a 2 de novembro”, data em que, segundo adianta o responsável, também inicia funções a médica Sandra Carneiro.

A dupla de novos clínicos de medicina geral familiar irá exercer funções, nomeadamente, nas extensões de Vilar e de Figueiros, pertencentes à UCSP do Cadaval.

“Em termos de resposta, ao nível dos Cuidados de Saúde Primários, estes colegas vêm colmatar falhas que existem atualmente na UCSP, assim como colmatar défices que viriam a existir num futuro próximo”, declara o coordenador do centro de saúde cadavalense.

“Possibilita uma melhor resposta em termos de cuidados de saúde à população, em plena crise provocada pela pandemia Covid-19, uma vez que todos somos necessários”, explica Gilberto Guimarães.

O coordenador avança que toda a população do Cadaval ficará, doravante, coberta por médico de família. “Apenas ficarão sem acesso a médico de família os utentes que assim pretenderem”, frisa.

“Fica a faltar, na UCSP Cadaval, enfermeiros para que, num futuro próximo, também toda a população do Cadaval possa ter o seu enfermeiro de família”, acrescenta Gilberto Guimarães.

“A principal lacuna passa a ser a não cobertura de toda a população do Cadaval pelos profissionais de enfermagem. A simbiose existente na equipa médico-enfermeiro de família só existe em unidades em que não existe défice em nenhum destes profissionais (que trabalham em parceria, em prol da saúde dos seus utentes)”, observa o responsável.

Gilberto Guimarães revela que os médicos do Cadaval mantêm escala na ADR da Lourinhã (Áreas Dedicadas aos Doentes Respiratórios na Comunidade, que vem substituir a anterior designação de ADC – Área Dedicada à Covid-19), estando atualmente a cumprir duas semanas de escala, a cada três semanas (por duplicação das equipas em rotação na ADR da Lourinhã).

“Estas rotações acabam, também, por constituir uma sobrecarga para as equipas, em conjunto com as tarefas de seguimento de utentes suspeitos/confirmados para Covid-19”, sustenta o clínico.



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Covid-19: Não desvalorizar e compreender a gravidade da situação

A propósito do estado de evolução da pandemia no concelho do Cadaval, Gilberto Guimarães considera que a situação piorou “dramaticamente”, nos últimos dias.

“Não diria que a situação está fora de controlo, mas apelo a toda a população do Cadaval para um exercício de cidadania e para o cumprimento das boas práticas de distanciamento social e etiqueta respiratória, já amplamente difundidos; só desta forma iremos conseguir, juntos, ultrapassar esta fase e possibilitar despender recursos humanos noutras áreas que não estejam na dependência da atual pandemia”, observa.

O coordenador da UCSP do Cadaval pede aos cidadãos que “não desvalorizem o esforço de todos os que estão a tentar minorar os danos provocados por esta pandemia e compreendam a gravidade da situação atual”.

“Não é que exista uma total sintonia com os períodos de guerra (que muitos conheceram pessoalmente e outros através dos manuais de história), mas lembrem-se que a mortalidade das populações, nestes períodos, não é decorrente apenas das balas e das bombas, mas é, em larga escala, atribuída à degradação dos cuidados de saúde e da respetiva assistência. Alocar recursos e tempo para ‘queixas’ não urgentes e de baixa gravidade faz com que esses mesmos recursos deixem de estar disponíveis para os que deles realmente necessitam”, concluí o médico.


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11/23/2020

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