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CERCA DE 2 300 VACINAS CONTRA A COVID-19 JÁ FORAM ADMINISTRADAS A PERTO DE 1400 PESSOAS DO CADAVAL


O Cadaval iniciou, em janeiro, o plano de vacinação contra a Covid-19, tendo já sido administradas um total de cerca de 2300 vacinas a perto de 1400 pessoas, perante um universo concelhio a rondar os 14 mil utentes. Segundo Gilberto Guimarães, coordenador do centro de saúde, o avanço do processo vacinal está muito dependente do ritmo do fornecimento de doses à unidade de saúde.

Segundo informa Gilberto Guimarães, médico coordenador da Unidade de Cuidados de Saúde Primários do Cadaval, a vacinação avançou a 12 de janeiro de 2021, com a Fase 1 do plano de vacinação, tendo sido já administradas no Concelho, à data de 5 de março, um total de 2311 inoculações de vacinas.

Adianta ainda o médico que 922 utentes já tinham recebido a vacinação completa (duas inoculações) e 467 utentes contavam ainda somente com a primeira inoculação da vacina, o que perfaz um total de 1389 utentes vacinados.

Os critérios adotados para a convocação de utentes, para a primeira fase de vacinação, foram os descritos na Norma de Orientação Clínica emitida pela Direção-Geral da Saúde.

De acordo com a mesma, a primeira fase, que em Portugal se iniciou em dezembro de 2020, contemplava então: profissionais de saúde envolvidos na prestação de cuidados a doentes; profissionais das forças armadas, forças de segurança e serviços essenciais; profissionais e residentes em Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas (ERPI) e instituições similares; profissionais e utentes da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI).

O processo de vacinação no Concelho reparte-se então do seguinte modo, considerando as pessoas que já receberam a vacinação completa: 35 profissionais de saúde do SNS; 653 pessoas das ERPI’s e RNCCI (268 profissionais e 385 utentes); 234 utentes com mais de 80 anos ou com comorbilidades.

Apenas com a primeira dose administrada existe um profissional de saúde; duas pessoas de ERPI’s; 23 bombeiros; três colaboradores da Delegação do Cadaval da CVP; 440 utentes com mais de 80 anos ou comorbilidades.

A partir de fevereiro de 2021, o processo de vacinação passou a abranger pessoas de idade maior ou igual a 50 anos, com pelo menos uma das seguintes patologias: insuficiência cardíaca, doença coronária, insuficiência renal (Taxa de Filtração Glomerular <60ml/min), doença pulmonar obstrutiva crónica ou doença respiratória crónica sob suporte ventilatório e/ou oxigenoterapia de longa duração.

O início das fases seguintes de vacinação (Fase 2 e Fase 3) está dependente do número de doses disponibilizadas, adianta o responsável do centro de saúde do Cadaval.

«A Fase 2 será iniciada assim que terminar a vacinação de todos os que integram a Fase 1. Quanto mais doses de vacina forem fornecidas, mais rapidamente avançamos com o processo vacinal», explica o médico.

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Constrangimento trazidos pela pandemia

Gilberto Guimarães, médico coordenador da Unidade de Cuidados de Saúde Primários, aponta diversos constrangimentos sentidos pela equipa de saúde do Cadaval, designadamente na vivência profissional da pandemia Covid-19.

O clínico começa por referir o facto de o fornecimento da vacina acontecer apenas na semana de vacinação, entre segunda e terça-feira.

Na opinião de Gilberto Guimarães, a incerteza no número de frascos que irão ser fornecidos dificulta a gestão/programação das atividades, fazendo com que a gestão possa somente fazer-se diariamente e não com maior antecedência.

Por outro lado, o número de frascos de vacinas fornecidos semanalmente, até ao momento, é considerado diminuto, facto que impede o avanço mais rápido do processo vacinal.

Outro problema referenciado prende-se com a falta de espaço físico no centro de saúde do Cadaval para o tempo de espera dos utentes, essencialmente os 30 minutos convencionados para o pós-vacinação.

«Contamos ver este problema ultrapassado rapidamente, com a abertura de um CVC – Centro de Vacinação Covid-19 no Cadaval, o qual já foi solicitado», declara.

Também a falta de recursos humanos na equipa médica, devido à situação particular que se vive com a pandemia, é referida pelo profissional da saúde.

Gilberto Guimarães aponta, como causas, a alocação de médicos para as escalas de Atendimento Complementar (a realizar aos sábados na UCSP Cadaval); a escala de admissão de doentes com queixas respiratórias na ADR – C da Lourinhã; o seguimento diário em “Trace” Covid de todos os utentes diagnosticados com a doença ou que apresentam sintomas e estão suspeitos a serem infetados; a escala de vacinação a ERPI’s, onde a equipa de vacinação é constituída por vários enfermeiros e um médico.

«Não existindo médicos externos para cobrir estas escalas, o que acontece é que a utilização dos médicos da UCSP Cadaval leva a desmarcações/atrasos nas consultas, com implicações imediatas e futuras na assistência médica à população do Cadaval», explica o coordenador.

Identificada pelo clínico cadavalense foi também a falta de recursos humanos de enfermagem, para o que é prioritário na resposta à pandemia como a vacinação Covid, “Trace” Covid, vigilâncias ativas e testes Covid, bem como para diversos cuidados imprescindíveis junto da população.

Este facto conduz a «um défice importante» das horas afetas à garantia de continuidade de outros cuidados de saúde, como resposta no âmbito da consulta de Saúde Materna, Planeamento Familiar, Diabetes, Hipertensão, Saúde Infantil, Rastreios, entre outros.

Também a Unidade de Cuidados na Comunidade, que está a desenvolver atividades no combate à pandemia, fica, por esse motivo, com carência de horas ao nível de várias outras valências e intervenções de relevância.

A falta de recursos humanos ao nível das assistentes técnicas é também apontada, dado o elevado número de contactos que é necessário efetuarem ao nível das convocatórias.

«De salientar que uma convocatória pode implicar três ou quatro telefonemas», adianta o porta-voz. «Por exemplo, o contacto ao idoso que refere ter de falar com o filho/filhos, ou pede para falarmos com o filho/a. Depois, contactamos o filho/a que refere ter de falar com os irmãos. E, finalmente, o contacto para saber qual a decisão final da família. Se esta não chegou a qualquer decisão, necessitamos repetir telefonema/s. Isto multiplicado pelas centenas de telefonemas, por vezes concentrados em dois ou três dias», declara o médico.


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