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CARTEIROS DE RIO MAIOR PODERÃO ENTRAR EM GREVE JÁ NO INÍCIO DO PRÓXIMO MÊS


SNTCT exige com muita urgência mais sete carteiros para fazer face ao volume de correspondência

A Dirigente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações (SNTCT), Dina Serrenho, disse ao Comércio & Notícias que “vive-se uma situação muito dramática na distribuição dos serviços de Rio Maior, tendo em conta que estamos a necessitar urgentemente de mais sete carteiros e já há muito tempo que andamos a reivindicar junto da empresa, mas esta até agora não apresentou qualquer tipo de solução”.

Em Rio Maior existem atualmente 12 carteiros, um número considerado por Dina Serrenho extremamente baixo face ao volume de correspondência que o Posto de Distribuição de Rio Maior apresenta, “com a pandemia muitas das encomendas passaram a ser feitas online e, portanto, têm que ser entregues pela CTT Expresso que depende dos carteiros deste local de trabalho”. A Dirigente Sindical referiu ainda que “a empresa está a dar prioridade a esse tipo de encomendas esquecendo-se que estão aqui milhares de cartas por entregar e que para nós são tão importantes como qualquer outra encomenda, até porque não sabemos o que contêm dentro, mas acreditamos que muitas delas estão a fazer enorme falta às pessoas”.

Ao Comércio & Notícias Dina Serrenho adiantou que no Centro de Distribuição de Rio Maior existem neste momento mais de 20 mil correspondências por entregar. “Estamos muito preocupados porque sabemos de antemão a necessidade que há dessas correspondências chegarem rapidamente aos seus destinatários, mas não temos meios humanos para o fazer”, frisou.

A Dirigente Sindical salientou que os carteiros estão preocupados com os danos que estão a causar à população. “Eles não têm culpa, pois é mesmo a gestão danosa que a empresa CTT está a fazer que neste momento nos obrigar a apresentar este serviço miserável”.

Dina Serrenho reuniu durante a manhã de hoje, 16 de junho, com os carteiros de Rio Maior, sabendo o Comércio & Notícias que deste encontro foram decretadas algumas formas de luta, as quais iriam ser apresentadas ainda hoje à empresa CTT. “No caso de não nos serem dadas respostas concretas e assertivas entraremos num processo de luta que gostaríamos que toda a população riomaiorense percebesse que não é da nossa vontade, mas sim porque queremos servir melhor”.

O início do mês de julho é o prazo estipulado para os CTT darem uma resposta às exigências reivindicadas pelo SNTCT, “queremos a colocação o mais rápido possível de sete carteiros para efetuar a distribuição em todo o concelho de Rio Maior”, referiu Dina Serrenho, que acrescentou que “se as nossas exigências não forem atendidas partiremos para formas de luta mais drásticas que passarão possivelmente por paragens a tempo inteiro”.


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A Dirigente Sindical referiu ainda que o SNTCT vai também tentar envolver nesta luta a Câmara Municipal, as Juntas de Freguesia e a população em geral, “iremos fazer comunicados à população de forma a que sejam elucidados das razões que nos levam a tais lutas”, salientou.

A finalizar, Dina Serrenho disse ainda que “para um carteiro a greve é sempre o último recurso, pois são os primeiros a perder, e no contexto que estamos a viver neste momento é grave todos os euros que se deixam de ganhar”.

“Se avançarmos para a greve não é porque queremos, mas sim porque estamos cansados, exaustos e muito preocupados, tanto com o nosso posto de trabalho como com o nosso futuro, porque damos a cara por uma empresa que deveria ser credível. Neste momento somos nós que estamos a levar com toda a contestação da população, quando não temos absolutamente culpa nenhuma”, concluiu a Dirigente Sindical.


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Periodicidade: Diária

9/30/2020

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