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“CANCRO E O AMOR” FOI TEMA DE ENCONTRO NA BIBLIOTECA MUNICIPAL DO CADAVAL


“Cancro e o Amor” é o título do livro recém-editado por Rute Batista e o mote do encontro promovido recentemente pela Biblioteca Municipal do Cadaval. A autora falou sobre o seu testemunho escrito da superação de doença grave e reincidente. Para a formadora de desenvolvimento pessoal, cada um de nós possui, dentro de si, as ferramentas necessárias para lidar com a adversidade e viver melhor.

A abrir o encontro do passado dia 8 de fevereiro, Ricardo Pinteus, vereador camarário, exaltou a importância do tema em abordagem, assim como a experiência que Rute Batista trazia para partilhar com os presentes. Referiu ainda a pertinência de a iniciativa se realizar na semana em que se celebrara o Dia Mundial de Luta Contra o Cancro (4 fevereiro).

“A apresentação deste livro acaba por ser o meu propósito de vida; a minha missão”, introduz Rute Batista. “Faço-o de coração e com imensa gratidão, porque este livro também foi a minha cura”, “uma cura da alma”, reforça a própria.

“Há 20 anos atrás, deram-me dois meses de vida, devido a um cancro já extremamente avançado, e, passados estes anos, estou aqui”, relata. “Já tive três cancros, tendo o último ocorrido há dois anos atrás. Porém, o meu maior sofrimento não foi superar os meus cancros, mas sim superar os cancros de toda a minha família”, refere.

Uma mutação genética estará, segundo entendimento médico, na origem da fatal doença que assolou a sua família mais direta.

“Desde os seis anos, passei a encarar a morte com outros olhos”, observa. O irmão foi o primeiro da família a quem o cancro ceifaria a vida, aos quatro anos. Com idêntica idade, seguiu-se a irmã, poucos anos depois. A doença foi, sucessivamente, fustigando outros seus familiares próximos.

“Todo o meu percurso foi procurar saber lidar com a morte e encarar a vida de outra forma”, adianta a socióloga de formação.

“Tenho 17 cirurgias por todo o corpo, tendo o meu segundo cancro me conduzido a uma mastectomia total, tinha eu 30 e poucos anos. Foi um desafio diário”, recorda.

Quando se preparava para lançar o livro que julgava já concluído, eis que a doença reincide noutro local do seu corpo. O último capítulo, que intitulou “Quando eu me amei de verdade”, surgiria, assim, ao ser internada no IPO. “E foi com esse desafio que eu comecei a aceitar as cicatrizes. A olhá-las como vitórias e não como derrotas”, explica Rute. “No IPO, não compreendem como ainda ando cá, nem como superei, sobretudo, os dois primeiros cancros. Fiz questão de oferecer o meu livro a alguns médicos, para entenderem também o meu processo”, acrescenta.

“Tudo o que eu fui aprendendo, nos últimos 20 anos, foi a minha autocura. Nós temos um grande poder interno, um grande poder pessoal, e quando o descobrimos, temos a capacidade de cura”, defende a autora, que diz ter recorrido também à medicina não convencional.

Tendo inclusive passado por uma experiência de quase-morte, Rute Batista não se assusta com esse tema. “Quando somos confrontados com a morte é que começamos a viver verdadeiramente”, salienta.

Considera-se “um milagre da vida”, fruto de muito poder de fé. A possibilidade de poder deixar o irmão (mais novo) sozinho devolveu-lhe uma “força incrível” para continuar a batalha, quando pensou desistir, em dado momento. “Não nos focarmos na doença, mas na vida, na saúde e na alegria” é a premissa que defende.


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O currículo de uma “semeadora de sonhos”

Rute Batista nasceu em Torres Vedras, a 6 de agosto de 1972, e reside na Lourinhã. Licenciada em Sociologia, foi, ao longo da sua vida, enriquecendo as suas competências em áreas complementares, tais como: Coaching, Practitioner de PNL (Programação Neurolinguística), Hipnoterapia, Desenvolvimento Transpessoal, entre outras.

Entre os cargos que ocupou, destacam-se os de docente e coordenadora de projetos educativos direcionados à formação de adultos. Foi também diretora executiva e consultora em empresas.

Enquanto formadora na área do desenvolvimento pessoal desde 2000, tem vindo a inspirar, a desafiar, a motivar e a ajudar pessoas a descobrirem e a desenvolverem o seu potencial.

Em 2017, criou a Associação “SER Esperança”, possibilitando a ajuda a pessoas com cancro e seus familiares através de acompanhamento em Coaching-on Integrativo, workshops e palestras.

Afirma-se apaixonada pela vida e pelas pessoas e define-se como uma «semeadora de sonhos», mostrando que cada um tem a plena responsabilidade e os recursos internos para alcançar os seus objetivos, podendo, assim, viver uma vida mais feliz.

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9/22/2020

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