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BLOCO DE ESQUERDA DE SANTARÉM QUER CTT NACIONALIZADOS E SOB A GESTÃO PÚBLICA


A Distrital de Santarém do BE considera que “os trabalhadores dos CTT estão a ser vítimas da ganância da empresa concessionária e da inércia cúmplice do Governo”

“A privatização dos CTT feita pelo XIX Governo, de Passos Coelho/Troika, revelou-se desastrosa, encerraram-se Postos de Correios, venderam-se imóveis e adquiriram-se empresas consideradas de risco, despediram-se trabalhadores, retiraram-se benefícios e impuseram-se condições de trabalho desumanas. Os CTT da gestão privada que distribuem dividendos pelos acionistas na ordem dos 345 milhões de euros/ano, penalizam os trabalhadores e a população, a quem é prestado um serviço postal deficiente”, refere a Coordenadora Distrital do Bloco de Esquerda de Santarém.

Numa nota de imprensa os bloquistas do distrito referem ainda que “em tempo de pandemia o trabalho dos Correios duplicou sendo esse aumento em alguns Postos de 150% com o aumento das compras online, distribuição de correspondência institucional, máscaras, etc.. Para além desse acréscimo de trabalho e da empresa não pagar horas extraordinárias, há carteiros a fazer três ou quatro giros por dia não conseguindo mesmo assim dar conta do trabalho, amontoando-lhe também as tarefas que precisam fazer nas Estações. Lembra-se também que os carteiros estão entre os trabalhadores de alto risco de contágio, não sendo possível reduzir o trabalho presencial também lhes foi dado equipamento adequado. A situação levou ao agravamento das situações de stress profissional e consequente diminuição de trabalhadores no ativo. Recentemente os trabalhadores foram confrontados com o corte nos seus rendimentos mensais, com o corte do subsídio de alimentação, que foram substituídos por cartões de refeição, de evidentes benefícios financeiros para a empresa e também para Hipermercados e Banco envolvidos a quem alguns acionistas estão ligados”.


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Na mesma nota, o BE de Santarém refere que “já este ano, o Governo iniciou (re)negociações da concessão e do caderno de encargos à empresa CTT. Sendo evidente que não há condições para a renovação da concessão, a oportunidade deve ser aproveitada para trazer de novo os CTT para alçada pública”.

A concluir, a CCD do Bloco de Esquerda, de Santarém, diz manifestar “a sua solidariedade para com os trabalhadores dos CTT do distrito de Santarém e a nível nacional”, acrescentando que “só com os CTT nacionalizados e sob a gestão pública teremos um serviço de qualidade às populações”.


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Periodicidade: Diária

9/21/2020

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