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Periodicidade: Diária

2/23/2024

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AINDA O NOVO HOSPITAL DO OESTE



Por João Maurício

Já o escrevi aqui e volto a reforçar a ideia: gostei de ver a Câmara de Rio Maior juntar-se a Óbidos e Caldas da Rainha para que o novo Hospital do Oeste fique num espaço situado entre estes dois últimos concelhos. Não sei se esta posição é para alguns politicamente correta, mas isso não me interessa nada. As polémicas passam-me ao lado. Que estamos perante uma ideia inteligente, disso não duvido. Ponto final.

Sinceramente, não estava à espera. A liberdade de análise dá-me esse direito.

Tenho fortes ligações a Torres Vedras desde 1960. É um concelho importante. Mas a verdade é que alguma elite torreense olhou demasiado para o seu umbigo. A ideia de meter neste projeto freguesias do concelho de Mafra, parece ser uma tentativa de puxar mais para sul a construção da nova unidade hospitalar. Torres Vedras aproveitou-se do silêncio dos concelhos de Alcobaça e Nazaré. Percebe-se ou talvez não, a atitude nazarena: obediência ao partido que está no poder central, o mesmo da governação municipal.

Quanto a Alcobaça, não quero, nem consigo compreender tal atitude. Algumas pessoas mais ativas da Benedita, aparentemente, ideologicamente não muito distantes do poder concelhio, têm publicado nas redes sociais críticas que devem ter deixado o executivo municipal alcobacense com “as orelhas a arder”. Fico por aqui. O meu silêncio diz tudo: falta de visão.

As freguesias da Benedita e Turquel, e Alfeizerão e S. Martinho do Porto no concelho de Alcobaça, vão integrar a área de influência do novo hospital. Atirá-las para Torres Vedras, não lembraria ao diabo.



As máquinas partidárias são, às vezes, irracionais. Uma equipa mais alargada de cinco concelhos: Óbidos, Caldas, Rio Maior, Alcobaça e Nazaré teria, certamente, maior peso político sobre este assunto, junto do poder central. A História, mesmo regional, julgará, no futuro, tais atitudes. E esse julgamento será feroz, porque ficará para todo o sempre.

Por causa de algumas “fendas na muralha”, por falta de pressão política e devido a questões menores é que o Aeroporto não ficou na Ota. Uma oportunidade única que desapareceu como a areia entre os dedos da mão.

Apesar disto tudo, continuo a acreditar que o novo Hospital ficará na fronteira Caldas-Óbidos ou, na pior das hipóteses, no Bombarral.

Se eu fosse católico ativo, diria que Deus deve iluminar os decisores, mas como não tenho essa qualidade, espero que o bom senso impere.


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