Periodicidade: Diária

10/3/2022

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AGRUPAMENTO DE ESCOLAS MARINHAS DO SAL HOMENAGEOU GAGO COUTINHO E SACADURA CABRAL

Atualizado: 5 de abr.


Há precisamente 100 anos (30 de março de 1922) o Comandante Sacadura Cabral e o Almirante Gago Coutinho iniciaram, em Belém, a primeira travessia Aérea do Atlântico Sul, num hidroavião batizado de “Lusitânia”, tendo chegado ao Rio de Janeiro a 17 de junho desse mesmo ano, cerca de dois meses e meio após a partida.

Para assinalar este feito histórico o Agrupamento de Escolas Marinhas do Sal, de Rio Maior, realizou hoje uma cerimónia de homenagem a Gago Coutinho e Sacador Cabral e à inauguração do modelo do hidroavião “Santa Cruz”.

A cerimónia, conduzida pelo diretor deste estabelecimento de ensino, Prof. Carlos Ribeiro, contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Rio Maior, Filipe Santana Dias, do Vice-Presidente, Lopes Candoso, dos Vereadores Miguel Santos, Carla Dias e Miguel Paulo, do Almirante Proença Mendes em representação do Almirante Gouveia e Melo, que presidiu à cerimónia, do Vice-Almirante Bastos Ribeiro, do Diretor de Instrução dos Cadetes do Mar, Comandante Ribeiro Ramos, e do Almirante Croca Favinha, entre outras individualidades.

Após um primeiro momento musical oferecido pelos alunos do Ensino Articulado da Música, usou da palavra o Diretor do Agrupamento de Escolas Marinhas do Sal.

Numa alocução evocativa aos alunos “A realização de um sonho, o Empreendedorismo”, Carlos Ribeiro referiu que “os valores são a base da formação dos nossos alunos”, salientando que “para além de saberem Matemática e Português, que é muito importante, também devem saber respeitar, tolerar, apoiar e ser solidários, entre muitos outros valores”.

“Hoje estamos aqui para homenagear dois homens que há cem anos atrás iniciaram uma viagem muito perigosa num hidroavião bastante pequeno”, proferiu Carlos Ribeiro, que destacou um pequeno avião instalado na escola sede do Agrupamento Marinhas do Sal. “Este avião foi aqui colocado porque alguém teve um sonho de gostar de ter um hidroavião na escola, e nós associamo-lo a um feito muito importante”.

Dirigindo-se aos alunos o diretor realçou que “sonhar faz parte da vida, mas os sonhos têm de ser transformados em trabalho, por isso vocês têm de lutar pelos vossos sonhos. Aqui na escola todos nós estamos empenhados em vos proporcionar momentos de aprendizagem para que saiam daqui com valores, para isso contamos convosco e com as vossas famílias. precisamos de todos empenhados”.

A finalizar, Carlos Ribeiro agradeceu à Câmara Municipal de Rio Maior, “tudo faremos para continuar a ter vossa colaboração no sentido de podermos proporcionar as melhores condições de aprendizagem aos nossos alunos”, concluiu.

Seguiu-se a intervenção do Presidente da Câmara Municipal de Rio Maior, que começou por salientar que “para Rio Maior é uma honra contar com a colaboração da Marinha Portuguesa nesta escola”.

Filipe Santana Dias referiu de seguida que “só há razão de existirem escolas e professores se houver alunos para aprender. Vocês são efetivamente a razão de existir da escola”, salientou o edil riomaiorense dirigindo-se aos alunos.

O presidente da autarquia fez depois um elogio ao Agrupamento Marinhas do Sal: “Esta escola procurar fazer uma formação integral das crianças e dos jovens para que não sejam só excelentes alunos, mas também excelentes pessoas com elevados valores”, parabenizando o diretor por esta “preocupação ser constante”.

“Estamos aqui para celebrar um facto muito difícil de imaginar. Quem é que naquele tempo imaginava dois homens colocarem-se num avião daqueles para atravessar o Atlântico”, questionou o Presidente da Câmara que realçou que “este foi seguramente o maior desafio na vida daquelas duas pessoas”. Filipe Santana Dias salientou ainda que “todos nós temos vários Atlânticos para atravessar ao longo da nossa vida”.

Prosseguindo, Santana Dias dirigindo-se de novo aos alunos disse que “os valores que o senhor diretor falou são muito importantes”, realçando que “o nosso avião e o nosso Atlântico Sul para atravessar é diferente em cada um de nós, pois uns são melhores que outras em determinadas áreas. Todos nós temos um Atlântico Sul para atravessar todos os dias e aqui a inclusão, a tolerância e a entreajuda assume um papel fundamental. Eu não tenho dúvidas que Gago Coutinho e Sacadura Cabral se tivessem viajado sozinhos tinha sido muito mais desesperante, mas assim tiveram o apoio um do outro para se auto superarem e fazer esta travessia”.

A concluir, Filipe Santana Dias disse ainda: “Que saibamos todos ser uns para os outros, como foi Gago Coutinho e Sacadura Cabral, para podermos nós próprios ajudar quem está ao nosso lado e que tem mais dificuldade num momento ou noutro”, terminando com o desejo: “Sejam como o Almirante Gago Coutinho e o Comandante Sacadura Cabral e que possam todos pilotar o vosso avião para que todos os dias ultrapassem as vossas barreiras”.

Seguidamente o Vice-Almirante Bastos Ribeiro presidiu à evocação Histórica do Centenário, tendo o Comandante Ribeiro Ramos, Diretor de Instrução dos Cadetes do Mar feito uma exortação evocativa do centenário da 1.ª Travessia Aérea do Atlântico Sul 1922/2022.


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Após estes dois momentos foi feita a apresentação evocativa, pelos Cadetes do Mar, da Exposição alusiva do Museu de Marinha, junto à biblioteca da Escola Básica Marinhas do Sal.

Seguiu-se mais um momento musical oferecido pelos alunos do Ensino Articulado da Música e também um Porto de Honra, na Praça Tic Toc.

Logo após os convidados visitaram, na biblioteca, o simulador apresentado pelos Cadetes do Mar da Escola. No mesmo espaço foi feita a entrega aos Cadetes dos Diplomas de Formadores do Estado-Maior-General das Forças Armadas, de “Cidadania e Forças Armadas”, e a entrega do Certificado do Estado-Maior General das Forças Armadas de “Escola associada à Iniciativa Cidadania e Forças Armadas”, ao Diretor da Escola Marinhas do Sal, Carlos Ribeiro.

A cerimónia ficou concluída com a assinatura de um protocolo apoiado pelo Estado-Maior-General das Forças Armadas, pela Marinha, pelo Exército e pela Autoridade Marítima Nacional, entre a Escola Marinhas do Sal e o Núcleo Concelhio da Reserva Voluntária de Portugal, presidida pelo Vice-Almirante Bastos Ribeiro, Diretor da Comissão Cultural de Marinha.



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