Periodicidade: Diária

5/21/2022

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A relação entre o empreendedorismo e a sustentabilidade voltaram a ser discutidos pela NERSANT - Associação Empresarial da Região de Santarém, que dinamizou no passado dia 17 de maio, um seminário online sobre as oportunidades de negócio na minimização do desperdício alimentar.

O workshop, o segundo seminário de um Programa de Capacitação composto por quatro webinares temáticos no âmbito do projeto “Farm to Fork New Business - Inovação e Empreendedorismo no Sistema Alimentar”, apoiado pelo Compete 2020 no âmbito do SIAC, inscreve-se na estratégia de apoio ao empreendedorismo qualificado que a NERSANT tem vindo a desenvolver na região.

Pedro Félix, Vice-presidente da Comissão Executiva da NERSANT, acolheu a plateia virtual, tendo referido que a “sustentabilidade e o ambiente são também as nossas preocupações, o que nos levou ao desenvolvimento do projeto Farm to Fork, com duplo objetivo: em primeiro, informar e sensibilizar as empresas para a necessidade de responderem a esta realidade; e o segundo, explorar as oportunidades e novos negócios que surgem com estas novas tendências e paradigmas do consumo mundial”.

O projeto Farm to Fork New Business - Inovação e Empreendedorismo no Sistema Alimentar, dinamizado pela NERSANT e que apadrinhou a realização deste webinar, foi de seguida dado a conhecer por Sofia Plaza, da NERSANT. A técnica explicou que o mesmo “visa estimular o empreendedorismo qualificado e inovador no setor agroalimentar, no âmbito da estratégia europeia para a sustentabilidade dos sistemas alimentares, sensibilizando e capacitando os jovens / empreendedores que pretendam criar um novo negócio, para os desafios e oportunidades associados a esta temática”. Foram elencados ainda os objetivos estratégicos do projeto, que passam, pela “sensibilização das PME do setor agroalimentar para os benefícios de uma transição para modelos de desenvolvimento sustentáveis, o apoio à geração de ideias inovadoras e iniciativas empresariais que conduzam ao reforço de empresas recém-criadas e à criação de novas empresas orientadas para o mercado global na fileira agroalimentar, aproveitando o potencial do paradigma da sustentabilidade, e ainda o desenvolvimento e reforço da cooperação, parcerias e redes de apoio ao empreendedorismo qualificado”. Para o cumprimento destes objetivos, explicou ainda a NERSANT, a associação vai desenvolver diversas atividades, entre elas a produção de informação para o empreendedorismo nos sistemas alimentares sustentáveis, a realização de um programa de capacitação dirigido a jovens / empreendedores, a realização de laboratórios de inovação, a realização de um concurso de ideias e, por fim, a dinamização de uma cimeira internacional - “Farm to Fork – New Way For Business”.


Estratégia Nacional de Combate ao Desperdício Alimentar

Bárbara Steiger Garção, da CNCDA - Comissão Nacional de Combate ao Desperdício Alimentar marcou presença no webinar para apresentar Estratégia Nacional de Combate ao Desperdício Alimentar. Tendo em conta que “20% do total de alimentos produzidos é perdido ou desperdiçado”, “88 milhões de toneladas ou 173 kg/pessoa de alimentos são desperdiçados todos os anos e que 143 mil milhões de euros é o custo estimado do desperdício” e que “43 milhões de pessoas não conseguem suportar o custo de uma refeição de qualidade a cada 2 dias”, “é urgente reduzir o desperdício alimentar”, referiu Bárbara Steiger Garção. De facto, continuou esta especialista, esta vontade está já espelhada num dos 17 ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável), da ONU, que tem como meta “a redução em 50%, até 2030, do desperdício alimentar per capita no retalho e no consumo e das perdas ao longo de toda a cadeia agroalimentar”.

“As perdas e o desperdício alimentares valem 940 biliões de dólares por ano na economia global e 8% das emissões de gases com efeito de estufa são devidas às perdas e desperdício alimentares. Assim, se o desperdício alimentar fosse um país, seria o 3.º maior país emissor de CO2”, reforçou Bárbara Steiger Garção, acrescentando que é absolutamente necessário minimizar o impacto do desperdício na economia e no planeta.

Em Portugal, referiu a responsável, a promoção da redução do desperdício alimentar é liderada pela CNCDA - Comissão Nacional de Combate ao Desperdício Alimentar, que tem vindo a trabalhar num plano de ação de combate ao desperdício alimentar. O mesmo é composto por 14 medidas direcionadas para o combate ao desperdício alimentar desenhadas a partir das necessidades identificadas no diagnóstico desenvolvido a partir do trabalho das várias entidades da CNCDA, acrescentando que o mesmo está “em linha com os objetivos do projeto Farm to Fork New Business”. “Rever e difundir linhas de orientação de segurança alimentar com vista ao combate ao desperdício”, “promover ações de sensibilização junto do consumidor”, “desenvolver ações de sensibilização para a população em idade escolar”, “desenvolver ações de formação específicas para diferentes segmentos da cadeia”, “publicar regularmente painel de estatísticas dos níveis de desperdício alimentar, incluindo a criação no portal das estatísticas oficiais de uma área dedicada a este tema”, "divulgar boas práticas" (guidelinese casos de sucesso), “promover o desenvolvimento de processos inovadores”, “facilitar e incentivar o regime de doação de géneros alimentícios”, “melhorar a articulação e envolvimento da administração do Estado na regulação europeia e internacional”, “implementar plataforma colaborativa que permita identificar disponibilidades por tipo de géneros alimentícios”, “promover locais específicos para venda de produtos em risco de desperdício”, “desenvolvimento da metodologia para o cálculo do desperdício alimentar nas diferentes fases da cadeia”, “desenvolver projetos piloto na área da saúde e nutrição” e “elaborar relatórios periódicos para apresentação à tutela e divulgação geral”, são as medidas do plano de ação da CNCDA no âmbito do combate ao desperdício alimentar.



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Estratégias para a redução do desperdício alimentar na indústria agroalimentar

A NERSANT, através do projeto Farm to Fork New Business, convidou a associação Colab4food, Laboratório Colaborativo para a Inovação do Setor Agroalimentar em Portugal, a intervir no seminário, dando conta das estratégias para a redução do desperdício alimentar na indústria agroalimentar.

Após a apresentação da associação Colab4food, Dalila Vieira referiu que a Colab4food “pegou” nos ODS mais relacionados com os sistemas alimentares e elaborou um conjunto de boas práticas para este setor de atividade. São elas: “produção sustentável e regenerativa” (assegurar a regeneração dos sistemas, garantindo que a produção é realizada em harmonia e simbiose com os sistemas naturais, respeitando os seus ciclos); “de resíduos a recursos” (valorizar os subprodutos, promovendo a reutilização e a potenciação das matérias-primas que já estão a circular na economia, gerando benefícios económicos, ambientais e sociais); “distribuição e logística” (otimizar os sistemas de distribuição e logística, promovendo uma crescente sustentabilidade e partilha da cadeia de distribuição, alinhando os processos na direção da circularidade; “gestão de resíduos” (encaminhar adequadamente os resíduos sólidos gerados e assegurar que todos os colaboradores conhecem os procedimentos corretos a executar na gestão dos mesmos); “compras circulares” (estabelecer critérios de compras, que avaliem questões como origem, certificações, compromisso com a sustentabilidade/circularidade, segurança e saúde dos produtos, etc.); “embalagens” (eliminar as embalagens que não geram valor e promover uma crescente reutilização das embalagens e circulação dos materiais, reduzindo a dependência das matérias-primas virgens; “energia e recursos hídricos (assegurar o uso inteligente dos recursos energéticos e hídricos, promovendo uma crescente eficiência na utilização destes recursos e inovação); e “gestão de pessoas e parcerias” (investir na capacitação das equipas nas áreas chave relacionadas com esta área e promover o diálogo e as sinergias com vários parceiros ao longo da cadeia de valor).

A profissional da Colab4food continuou a sua apresentação, dando a conhecer alguns casos de estudo da boa aplicabilidade deste conjunto de boas práticas, tendo deixado ainda alguns conselhos a ter em conta pelas empresas alimentares para que a implementação destas medidas seja bem-sucedida. As empresas devem efetuar uma “abordagem coletiva para sistemas alimentares mais sustentáveis envolvendo todos os atores do setor”, devem estar cientes do “papel da ciência e tecnologia para alavancar a sustentabilidade do setor”, devem desenvolver “estratégias complementares, como a prevenção, valorização e reciclagem”, devem promover “cadeias de abastecimento mais curtas e repensar o uso de embalagens”, bem como “fechar os ciclos, assegurando a aplicação na prática dos princípios da economia circular”.

O webinar prosseguiu com o testemunho de Lukas Friedemann, um empreendedor que criou o negócio Equal Food, que surgiu com o objetivo de “encontrar uma solução para dois problemas: frutas e legumes que viajam desnecessariamente centenas de quilómetros, desde as quintas até aos consumidores, e para além disso, o desperdício alimentar”, referiu, acrescentando que a empresa pretende “ajudar a criar um mundo em que um terço dos alimentos já não vão parar ao lixo. Só na União Europeia, 50 milhões de toneladas de frutas e legumes, sem sequer contar com os alimentos embalados e processados, vão parar ao lixo todos os anos. Cerca de 1,3 bilhões de toneladas de alimentos comestíveis ao redor do mundo são mandados fora anualmente, gerando 8% das emissões globais de CO2 (FAO, 2020). Uma grande parte dos resíduos alimentares é um resultado direto dos padrões de beleza do mercado. Uma pera torta, um abacate com manchas ou um limão verde não são considerados suficientemente bonitos e, portanto, geralmente acabam em aterros sanitários. A nossa missão é combater este problema e ansiamos por um mundo onde todos os alimentos são aproveitados e nada vai parar ao lixo”. Desta forma, continuou, a Equal Food, com sede em Lisboa, oferece agora uma solução em que, para além de “apoiar os agricultores regionais a atingirem uma colheita completa, sem desperdícios”, “oferece uma solução sustentável, saudável e conveniente aos nossos clientes: um cabaz semanal de produtos frescos e imperfeitos dos agricultores regionais entregues diretamente à porta de sua casa”.

A sessão encerrou na voz de João Santos, da NERSANT, que deu a conhecer à plateia virtual os apoios existentes para a criação de empresas, nomeadamente os programas do IEFP - Instituto do Emprego e Formação Profissional, PAECPE - Programa de Apoio ao Empreendedorismo e Criação do Próprio Emprego e o Empreende XXI.

De referir que o webinar “Oportunidades de negócio na minimização do desperdício alimentar - Como e Porquê?” foi o segundo de quatro webinares temáticos no âmbito do projeto “Farm to Fork New Business - Inovação e Empreendedorismo no Sistema Alimentar”, estando ainda em agenda os workshops online “A Transparência na Cadeia Alimentar e a implementação da Blockchain - Regras para o sucesso” (24 de maio, 14:30) e “Novas práticas e soluções inovadoras para a agricultura sustentável” (31 de maio, 14:30), integrados no programa da Feira do Empreendedorismo, Emprego e Formação, a decorrer online no portal Compro no Ribatejo até 31 de maio. As inscrições são gratuitas, devendo ser realizadas na área do portal da NERSANT em https://www.nersant.pt/agenda/.

Para mais informações sobre o projeto “Farm to Fork New Business - Inovação e Empreendedorismo no Sistema Alimentar”, os interessados devem contactar a NERSANT através dos contactos farmtofork@nersant.pt ou 249 839 500. O projeto é apoiado pelo Compete 2020 no âmbito do SIAC, inserindo-se na estratégia de apoio ao empreendedorismo qualificado que a NERSANT tem vindo a desenvolver na região.


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A GNR do Cadaval, ontem, 18 maio, deteve cinco indivíduos, com idades compreendidas entre os 19 e os 22 anos, por furto de combustível, naquele concelho.

No decorrer de uma ação de patrulhamento, os militares da GNR detetaram os suspeitos em flagrante enquanto efetuavam o furto de combustível de um autocarro.

Os suspeitos, ao aperceberem-se da presença da Guarda, colocaram-se em fuga, tendo sido montado um dispositivo policial que culminou na detenção dos cinco suspeitos, bem como na apreensão de uma viatura ligeira, 65 litros de combustível, três bombas de extração de combustível, um jerricã com capacidade de 65 litros, dois jerricãs com capacidade de 25 litros, duas mangueiras, um funil, um par de luvas e uma bateria.


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No seguimento das diligências policiais foi possível apurar-se ainda que os indivíduos são suspeitos da autoria de outros furtos de combustível com recurso ao mesmo modus operandi.

Os factos foram encaminhados para o Tribunal Judicial de Torres Vedras.


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A equipa de Uroginecologia do Serviço de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital Distrital de Santarém (HDS) iniciou, no passado dia 3 de maio, uma nova técnica cirúrgica denominada histerectomia vNotes. Para a realização das três primeiras cirurgias, a equipa contou com a presença do Professor JF Baekelandt do Departement of Obstetrics and Gynaecology do Imelda Hospital, situado em Bonheiden, Bélgica, e detentor de uma vasta experiência nesta técnica.

Segundo Margarida Estrela, ginecologista responsável pela Consulta de Uroginecologia do HDS, a histerectomia vNotes é uma técnica minimamente invasiva que utiliza um orifício natural (vagina) para aceder ao órgão a operar (útero) por via laparoscópica (sem a incisão inerente a uma cirurgia “aberta”). De acordo com a médica, “esta técnica é muito vantajosa para as doentes pela inexistência de cicatrizes, pela significativa redução da dor no pós-operatório e no tempo de internamento”.


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A ginecologista refere que esta técnica permite um regresso célere ao domicílio, assim como uma rápida recuperação à vida familiar, laboral e social das utentes. Também para o cirurgião o posicionamento durante a cirurgia é muito mais confortável e ergonómico, comparativamente à laparoscopia clássica.

“O contributo do Professor JF Baekelandt foi inestimável e permitiu incentivar, aconselhar e complementar a formação realizada (curso prático em modelo) por dois ginecologistas em outubro de 2021, o que permitiu que as cirurgias realizadas tivessem sido um êxito”, destaca.

Margarida Estrela faz questão de sublinhar que a introdução e desenvolvimento desta técnica foi possível após a apresentação do projeto à Direção Clínica e ao Conselho de Administração do HDS, que o apoiaram desde o início, assim como a aprovação da aquisição do material necessário para este tipo de cirurgia.


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